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Noite desenfreada

Noite desenfreada

Teresa está com dúvidas entre o vestido vermelho curto e sexy ou as calças de ganga e um top. Finalmente, opta pelo vestido vermelho que lhe marca as formas dum corpo esbelto e sensual. É uma morena de vinte anos, muito charmosa. Vive na Suíça há seis meses, como empregada de um hotel. Os pais ficaram desolados quando a sua única filha parte para a Suíça.
É convidada para uma festa em na casa de uma colega de trabalho. O ambiente está divino. Muita comida, bebida e sobretudo música. A noite promete. Teresa encanta-se com um dos convidados. O corpo começa tremer e um frio fininho sobe-lhe pela espinha. Instala-se um clima de magia e sedução entre os dois, logo no primeiro olhar. Conversam, riem e dançam, deixando-se envolver numa euforia desenfreada.
Passam alguns meses depois daquela noite. Numa manhã, acorda mal disposta e corre para a casa de banho para vomitar. Nos dias que se seguiram é a mesma coisa, Teresa resolve e vai ao médico. Apanha o maior susto da sua vida quando o médico lhe diz que está grávida de quatro meses. A menstruação tinha vindo sempre todos os meses. Ela então decide ir a casa da colega para perguntar pelo Fernando. Ele vive na cidade mais próxima. A colega deu-lhe o seu contacto.
Combinam encontrar-se num café e Teresa conta-lhe a situação. Fernando duvida se é o pai da criança. Ele é casado, pai e com uma vida estável. Levanta-se e vai embora sem dar explicações, deixando-a magoada e revoltada.
Nos meses seguintes, ela vive momentos de agonia, de amargura e sozinha. Não sabia como contar aos pais e se eles a iriam compreender e perdoar-lhe aquela negligência. No seu espírito é uma luta constante, todos os dias. Pensa que o mais correcto seria entregar a criança na hora do nascimento, para facilitar a adopção, visto ela não se sentir preparada para ser uma verdadeira mãe. Sua vida teve uma grande mudança, os sonhos as ilusões esfumaram-se dando lugar a responsabilidades, uma criança, uma vida.
Finalmente, Teresa dá à luz um rapagão. O parto é normal. Enchendo-se de coragem, telefona para os pais, contando tudo o que está a passar-se com ela. Os pais ficam em estado choque. Assim de repente, foi como se o mundo desabasse sobre eles e a vida pacata que levavam se transformasse em pesadelo. A mãe parte para a Suiça, voltando com a filha e o neto. As discussões entre mãe e filha são diárias e a mãe atira à cara da filha a sua desilusão com ela.
Passados dez anos, Teresa converteu-se numa pessoa amarga, indiferente e continua a viver sozinha, não aceitando a partida que o destino lhe pregara.

Encontros ocasionais acontecem constantemente. Por favor, viva a vida, mas ande sempre prevenida para que uma hora de prazer não lhe transforme a vida num inferno. E se em vez de uma vida, você recebesse o SIDA?
Isa Castro
Enviado por Isa Castro em 09/08/2005
Código do texto: T41530
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Sobre a autora
Isa Castro
Portugal
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Isa Castro