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A NOSSA IDADE VERDADEIRA

A verdadeira idade de uma pessoa. é aquela que seu espírito mostra...
RG, é mero detalhe...
Osculos e amplexos,
Marcial


A NOSSA IDADE VERDADEIRA
Marcial Salaverry
A nossa verdadeira idade não é aquela que os documentos indicam. Esta será, sem duvida, a idade "documental", mas nem sempre será a real, que é indicada pelo nosso espírito, pela nossa maneira de encarar e viver a vida, pois a verdadeira idade não é aquela indicada pelas rugas, ou pelas mazelas que a passagem do tempo pode causar no nosso corpo. Essa será apenas a idade física.
Alguns poderão justificar a famosa frase com que os jovens costumam se referir aos idosos, chamando-os de "velhos e acabados", porque se entregaram à passagem do tempo. Porque não souberam reagir, não souberam mostrar sua têmpera, a força de sua personalidade. Simplesmente sucumbiram à passagem dos anos. Acreditaram em quem lhes disse que nada mais tinham para fazer. Então, vestiram o pijama, e ficaram apenas aguardando que o Amigão se aborrecesse com tanta inércia e os levasse. Alguns ainda se dedicam ao salutar e cansativo esporte do dominó nas praças públicas.
Para se aquilatar a real idade de alguém, é necessário conhecer sua vida. Saber o que já fez, e o que ainda quer fazer. Se ainda tem algum sonho na vida, ou se vive apenas do passado. Se amou muito em sua vida, e se ainda tem disposição para amar. Se ainda tem disposição para sair e dançar, passear, namorar, ou se já entregou os pontos, e nada mais pensa na vida, além de ver TV, jogar dominó e ler o jornal do dia. Sempre de pijama, claro.
Se ainda quer conquistar a companheira de toda uma vida, se ainda a deseja, ainda a namora e a beija com paixão, ou se apenas se limita a viver a seu lado, sem procurar saber se ela também se considera velha e superada, ou se ainda sonha com um romance, que pode e deve ser feito com o mesmo companheiro de sempre. Não devemos deixar de amar em um só dia de nossa vida. Nem que seja apenas amar a vida. Nem que seja nos amarmos. Mas amarmo-nos com entusiasmo. Assim, teremos disposição para amar outras pessoas. Assim teremos disposição para amar a vida, e bem vive-la, justificando o espaço que estamos ocupando no mundo.
Se ainda quer fazer lindas viagens. Se ainda pensa com entusiasmo em realizar algum objetivo, ou se apenas olha para tudo com desdém, e diz que já viveu muito. Nunca "vivemos muito". Temos direito à vida, até o último suspiro.
Vejam a linda mensagem que me foi enviada por meu querido L’Inconnu:
Não me perguntem quantos anos tenho, e sim, quantos beijos troquei na vida, fraternos ou apaixonados ...Se a juventude em mim ainda é festa, se aproveito de tudo a cada instante, e se bebo da taça gota a gota... Ora! Então, pouco se me dá quantas gotas restam!  Não me perguntem quantos anos tenho, mas... queiram saber de mim se criei filhos, queiram saber de mim que obras fiz, queiram saber de mim que amigos tenho, e se alguém pude eu tornar feliz ! Não me perguntem quantos anos tenho, mas... queiram saber de mim que livros li, queiram saber de mim por onde andei, queiram saber de mim quantas estórias, quantos versos ouvi, quantos cantei.  E assim, somente assim, todos vocês, por mais brancos que estejam meus cabelos, por mais rugas que vejam em meu rosto, terão vontade de chamar "O Moço!"  E, ao me virem passar aqui...ali...não saberão ao certo a minha idade, mas saberão, por certo, que eu vivi !
Gostaria por demais de saber o autor desta mensagem. Reflete uma lição de vida que não tem preço. Dá um enfoque exato ao que corresponde a frase "saber viver a vida enquanto vivos estivermos".
Nossa vida é um bem muito precioso. Devemos aproveitá-la até o último alento.
Para a vivermos bem, devemos procurar fazer o bem, e fazê-lo bem. Não é lícito viver pensando em maldades, prejudicando outras pessoas. Vamos aumentar nosso círculo de amizades. Vamos procurar ajudar, pelo menos na exata medida de nossas possibilidades. Vamos sentir mais admiração por Madre Teresa de Calcutá, do que por Lucrécia Bórgia. Vamos aplaudir os descobridores da cura do câncer, e não os da bomba atômica.
Em suma vamos procurar viver intensamente. Vamos criar objetivos e procurar cumpri-los. Vamos fazer algo, enquanto força tivermos para tanto, para, enfim, justificar nossa passagem por esta vida.
Com esse pensamento, vamos procurar ter mais UM LINDO DIA... mais um em nossas vidas.
Para fechar com chave de ouro, descobrimos que humor também é vida: "E quando perguntaram à velhinha moribunda, qual seria seu último desejo, ela reuniu o que ainda tinha de alento, e suspirou: "Quero transar com aquele bonitão do canto..."

Marcial Salaverry
Enviado por Marcial Salaverry em 17/08/2005
Código do texto: T43160
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Marcial Salaverry
Santos - São Paulo - Brasil, 77 anos
19843 textos (1961630 leituras)
3 áudios (855 audições)
6 e-livros (2134 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 20:43)
Marcial Salaverry