Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

A pior dor é a da alma!

Esses dias "tensos", de recuperação pós acidente caseiro, me fizeram pensar em dores, principalmente nas dores que podemos e devemos suportar.

Claro que a dor física pode ser mais ou menos intensa, dependendo de qual foi o problema, se a pessoa é mais sensível ou resistente a dor, porém, uma dor que todos concordam, é insuportável e quase que mortal, é aquela que dói na alma.

Os mais poéticos dizem que dói o coração, os que preferem a Filosofia - como eu - vão dizer que é dor na alma, dor no mais íntimo do ser. Independente do nome ofertado, quando sentimos essas dores profundas, temos a certeza que qualquer tipo de dor física é nada, é passageira.

Sempre fui resistente a dor, ainda mais por ter histórico de problemas crônicos e alguns tratamentos dolorosos na tenra idade, mas, quando me deparei com a dor da perda, que foi a da minha mãe, tive certeza de que aquela sempre estaria comigo, que neste caso eu não teria tanta resistência assim para suportar ou conviver de maneira plena, daquele dia em diante. E é mesmo assim. A dor fica lá, quieta, esperando o momento oportuno para chatear, machucar, assim como a ferida que se abriu e, jamais, cicatrizará.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Obs.: meus problemas crônicos: aos 6 meses, minha flora intestinal foi, praticamente, destruída por uma má administração de antibióticos para curar um problema qualquer de bebê. Tive que tomar mais uma porção de remédios para reconstituí-la. Não fiquei com sequelas e sobrevivi. Aos 4 anos tive pneumonia grave, com um pulmão completamente infeccionado e o outro com mais da metade. Tomei muitas injeções, remédios e fiz várias nebulizações - disso eu lembro bem porque a dor era muito grande, principalmente das injeções e para fazer nebulização eu tinha que andar muito para chegar à clínica, mas, depois, na volta, minha mãe sempre comprava pipoca... rs... hoje tenho bronquite mas, dificilmente tenho crises, a não ser com poeira, que ataca a alergia - espirros e coriza.

Obs.2: Até hoje lembro, também, que no início do tratamento da pneumonia, todos os dias, tinha que tomar injeção, com variação de braço. No começo eu chorava, mas, depois, sem ver outra solução, não chorei mais. Talvez, nesse ponto da minha vida, tenha surgido a minha aversão a médicos e todo o resto.
Érika L J
Enviado por Érika L J em 05/09/2013
Reeditado em 07/09/2013
Código do texto: T4468863
Classificação de conteúdo: seguro

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Érika L J
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
1534 textos (58532 leituras)
1 áudios (59 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/10/14 14:40)
Érika L J



Rádio Poética