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No Olho do Furacão

No Olho do Furacão

A sensação de desconforto é grande, mas nada diz que seja para se alarmar porque tudo se dará um jeito. As coisas chegam como num vendaval, arrastando o que encontra pela frente, mas sempre passa e depois vem a bonança. Mas, no momento encontro-me no olho desse furacão, sendo jogada de um lado para o outro. Vezes, sugada pela correnteza de vento que faz questão de ser cruel e desumana.  A única coisa que me resta é apegar-me a idéia de que tudo isso terá um fim. Mas, enquanto isso, sofro as barbaridades dessa intempérie que faz questão de permanecer comigo. De tempos em tempos, sinto que ela começa a tornar-se minha amiga e fica mais amena, mais compreensiva. Porém, no mínimo deslize de minha parte volta com tremenda fúria colocando minha vida de cabeça para baixo. Desafia-me constantemente sugando toda energia que ainda resta em minha debilitada existência. Apesar de tudo, faz-me sentir que estou viva e posso encontrar uma saída sem grandes danos ou ranhuras para o meu emocional.
A vida é moldada lentamente, mas progressivamente. Cada passo dado em direção aos nossos objetivos é um desafio cumprido. Ela toda é formada de obstáculos que temos de enfrentar todos os dias. Uns são possíveis de se ultrapassar, mesmos sendo desafiadores conseguimos superá-los. Outros, são intransponíveis. Nessas horas devemos ser criativos e inteligentes a ponto de encontrarmos uma maneira de contorná-los. Mesmo que esse caminho nos leve a sofrimentos, mas vamos nos tornando mais adaptados à vida. Quando alcançamos esse estágio de superação começamos a ver a vida de uma outra dimensão. È como se estivéssemos num paralelo que nos permite visualizar todo o espaço à nossa volta. Passamos então a selecionar os atos que podem nos acrescentar sabedoria, e a eliminar os que podem nos trazer desventuras. Quando conseguimos alcançar esse patamar, a nossa vida entra na calmaria e passamos a deslizar sobre os obstáculos que por ventura haja.
A vida deve ser vivida com sabedoria, paciência e compreensão. Como na lenda do bambu chinês. Ele é plantado e durante cinco anos não dá sinal de vida. Permanece uma incógnita a sua existência. Mas, depois desse prazo ele aflora em toda sua plenitude, e seis meses depois alcança a altura de quinze metros. Esse tempo de latência de nossa existência nos leva ao amadurecimento. Ensina-nos a sermos maleáveis acrescentado-nos sabedoria ao nosso intelecto. Nesse estágio de nossas vidas, por mais que cresçamos, devemos ser como o bambu,  ele pode curvar-se, mas jamais se quebra.
   




Ester Machado Endo

mendo
Enviado por mendo em 27/08/2005
Código do texto: T45529
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mendo
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