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Texto

Diamante Negro

Foi  a noite conversando com um amigo que me lembrei de uma passagem marcante em minha formação e também muito doce e divertida.
Nós, chocólatras assumidos, sempre em nossos papos falamos do prazer que sentimos em saborear a iguaria,que é comercializada de todas as formas,tabletes e bombons,hum já me dá água na boca.
Foi ai que resolvi perguntar que chocolate ele havia comido hoje,o que ele respondeu na hora,hum ...tava tudo de bom ! Comi Diamante Negro !
Na mesmo instante minha mente deu um "rewind"(retornar um filme ,uma fita) e fui parar na minha infância bem diante do tesouro do meu pai.
Cresci em meio aos doces,guloseimas de todas as formas e gostos, e isso sempre foi uma tentação. Meu pai tinha em sua mesinha de cabeceira barras e mais barras de chocolate,e no fundo de seu armário de roupas um dia encontrei uma caixa enorme de bombons de licor,aqueles com cerejas dentro...bom demais! Mas me lembro que a caixa ainda estava lacrada  e nem deu para afanar um,e tive que aguardar até que me fosse oferecido,para não revelar a descoberta.
Mas meses depois  fui ao escritório do meu pai, que era  advogado, e qual não foi minha surpresa? Sempre via o enorme cofre do meu pai e pensava :- O que será que ele guarda ai?
Ele sempre dizia que eram documentos importantes,mas quando ele abria a parte inferior eu só via garrafas de vinho, e aquilo me intrigava.
Neste dia estava prestes a descobrir o tesouro, entrei e vi a porta aberta do cofre,para minha surpresa ele continha caixas e mais caixas de chocolates;stick um chocolate recheado com creme sabor morango,sensação da Nestlé,bombons da Pan e o delicioso e preferido do meu pai o Diamante Negro. Uau! eu disse aos berros,o que temos aqui? meu pai todo nervoso rrs tratou logo de dizer que era para dar para as crianças pobres,pois se preocupavam com meu peso rrs ,não tive dúvidas e disse:- o senhor guarda neste cofre verdadeiras jóias,até o Diamante Negro está ai.
Bem,nem preciso contar que ele teve que dar pelo menos um para mim e minha irmã,e depois desse dia ele nunca mais teve sossego.
Esta noite depois deste papo com meu amigo especial,voltei no tempo e senti o gosto da saudade em forma de chocolate.
Bons tempos aquele.
Mas não tenham dúvidas,agora mesmo enquanto escrevo esta crônica pelo menos um pedacinho já comi.
Quem é que não curte um chocolate?
Esta lembrança dedico ao meu amigo,o advogado/motoqueiro mais lindo do Sul das Gerais rrs, ele sabe que é muito mais que virtual,é carinho real.

Syl Signoretti
Enviado por Syl Signoretti em 22/04/2007
Reeditado em 22/04/2007
Código do texto: T460122

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Sobre a autora
Syl Signoretti
Itajubá - Minas Gerais - Brasil
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