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SOLIDÃO LIBERTADORA

“Do you need some time...on your own
Do you need some time...all alone
Everybody needs some time...on their own
Don't you know you need some time...all alone”
(Guns’n Roses- November Rain)


Se você não se sente bem em sua própria companhia, tenho que dizer: você tem toda razão. Não deve mesmo ser uma boa companhia. Pra você ou pra quem quer que seja. O pessoal do Guns sabia o que estava dizendo quando escreveu November Rain. Todo mundo precisa de um tempo sozinho.
Um tempo sozinho é um tempo pra você ficar sabendo um bocado de coisas que nem tinha idéia, inclusive que você pode não ser lá uma grande companhia. Ou pra descobrir que você se dá muito bem com você mesmo. E que – SURPRESA – você é para muita gente uma companhia muito melhor do que imaginava.
A solidão, desculpem-me os adeptos do “não vivo sem este ou aquela”, pode ser uma grande companheira e, na maioria das vezes uma boa conselheira. O problema não é a solidão. O problema é quem você se tornou ou quem você deixou de ser, vivendo na multidão. O problema não é o estar só, é o não saber mais quem é você. Aí a solidão é um enorme e escuro abismo, povoado de vultos monstruosos e estranhos que não são mais do que sua própria sombra.
Quando você já chegou a alguma conclusão consistente a respeito de si mesmo e gosta do que vê, a solidão é um vale cheio de sol e uma estrada cheia de flores. Se você, como eu, gostar de ser meio urso de vez em quando, estar só não é castigo. É aquela oportunidade de estar na sua toca, vestido com sua roupa velha de estimação ou sem nenhuma também, é a chance de ouvir o que quiser, inclusive e principalmente o silêncio. É o momento do “ai, como eu gosto de mim.”.
A solidão, esta tão mal compreendida, tão injustamente acusada de todas as nossa misérias pode ser, dependendo da competência de cada um, a hora da redenção. A hora em que você sai (ou entra) para um lugar exclusivo, algo meio VIP ( e a VIP, no caso, é você mesmo) e olha o mundo, a vida, as pessoas e você mesmo de longe. E a perspectiva de muita coisa pode mudar. Um amor de novela, visto de dentro desta sala VIP pode se apresentar uma prisão torturante. Um amor aparentemente sem chances de sucesso pode surgir diante de você como uma promessa de paz e companheirismo. Tudo pode mudar da água pro vinho nesta sala VIP. Principalmente você.


Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 30/08/2005
Código do texto: T46344

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
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Débora Denadai