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"Emoções"_ *Palavras*

Emoções
 
 
Palavras
 
"Palavras o vento leva
Rolando por aí afora"...
Myriam Peres
 
 
 
    Palavras são imagens do nosso coração. São o rol de nossos pensamentos, nosso cartão de visitas, são espelhos da nossa alma, ecos dos mais recolhidos anseios, filigrana das nossas virtudes, acervo dos nossos íntimos pensares, meios e ações.
    Cada palavra dita emite nossas emoções, nossa intimidade de carater, nosso raciocínio naquele preciso momento. É, no tamborilar dos sons das palavras, que flutuamos nossas imagens, nossas verdades, nossos pensares, nossas opiniões.
  Certas palavras ouvidas são como carícias que nos afagam e confortam a alma. São melódicas se nos embriagam o coração, se nos entorpecem a razão, se nos embalam a emoção. Tornam-se bálsamos para nos aliviar da dor, para justificar temores, para enriquecerem esperanças, para estimular anseios que brotam nos  recantos do nosso coração.
    A força de uma palavra derruba muros, transporta verdades pelos ares, estimula nosso ânimo a amadurecermos nos nossos atos, nossos regatos de vida e emoção. A emoção de uma palavra carinhosa nos desperta pra vida e convida-nos a sermos felizes, abençoados. A palavra
é o abecedário do amor, quando é ditada pelo coração, muitas são o antídoto para nossas dores e sentido para nossas esperanças.
   Mas, se são proferidas com amargor, com raiva, com desprezo, com irritação é como sermos atingidas com pedradas, pauladas, chicotadas ferinas que nos dilaceram a exisrência e nos jogam ao chão com as faces rubras de vergonha e humilhação. Que força tem o mal vestido em qualquer roupagem que venha a se mostrar e pronunciar!  A avassaladora onda de palavras ditas, jogadas vindo de bocas pequenas e despidas de censo de respeito é a arma dos covardes, dos mesquinhos propósitos que fluem na irresponsabilidade do carater agressor e ínfimo para ser qualificado como ser humano. Berrar, vomitar desaforos é tão perigoso como uma serpente que se enrosca nos escuros para atacarem seu semelhante com a força da besta-fera, da jararaca temida e escorraçada.
   Há pessoas que, com seus rompantes conhecidos, se vangloriam da arte inferior de vociferar desaforos com a alcunha de "serem sinceros", mas que é sinceridade? É transformarmos ofensas nos aliviando da torpeza de nossas qualidades malsãs? Isso, pra mim, é covardia, desrespeito e falta de carater, porque além da boca que vomita estas palavras, existe um ser humano pensante, palpitante de sua honra e dignidade a ouvi-las.
    Falemos palavras amenas, carinhosas aos nossos semelhantes, mas se não pudermos fazê-lo que calemos e deixemos ao mundo as respostas não ditas e caladas. Isso se chama altruísmo, quando o silêncio dignificar a ofensa e separar verdades.,
   Que das nossas bocas só saiam rosas, perfumadas, cheirosas, grandiosas que exalam da natureza, essa mesma que nos envolve com seus ares, luares e mágicos plantares de carinho, afeto, emoção e enternecimento.
   Nossa lição de hoje é tão importante, tão maravilhosa que até me faltam palavras para poder me expressar melhor do mundo que conheço, da alma humana que possuo.
   Que Deus nos inspire em termos sempre flores no nosso linguajar de então! Que as pétalas enviadas exalem só sentimentos de amor, de calor, paz e harmonia. Que retornem pra mim só linguajares de amor e felicidade...
 
Maria Myriam Freire Peres
Rio de Janeiro, 11 de abril de 2005
Myriam Peres
Enviado por Myriam Peres em 31/08/2005
Reeditado em 31/08/2005
Código do texto: T46508
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Sobre a autora
Myriam Peres
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 86 anos
473 textos (54598 leituras)
5 e-livros (275 leituras)
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Myriam Peres