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TUDO ME É LÍCITO! (Mas, Será que tudo me convém?)

           O foco é a quantidade. Assim primam as escolas públicas pelas estatísticas bonitas em detrimento da real qualidade. A partir da intenção eleita, não podemos parar para "amolar o machado" (o segredo dos lenhadores de sucesso). A escola liberar o aluno mais cedo, nem pensar! Reuniões de professores devem ser no sábado. Você se lembra dos 180 dias letivos, a educação era melhor! Agora passou para 209 e... Não sei a quem se destina essa exibição teatral, visto que alunos e professores matam aula dentro da própria unidade escolar inescrupulosamente; coitados, perdidos no amaranhado do labirinto normativo! Sem contar com as interrupções que são muitas: vendedores e propagandistas fazem festa diante de um público cativo e sedento pelo o novo, todos os dias! Então, o professor não pode subir/descer aula de jeito nenhum, é mais uma norma da Secretaria: sair mais cedo pega mal para a imagem da escola. Para comemorar o aniversário de um docente, tem-se que mentir, dizendo que é reunião pedagógica, caso alguém não acredite na justificativa, fecham-se as portas. Mas, há outra coisa também, estes critérios são subvertidos rápido e prontamente quando, por motivo desconhecido, tem-se que dispensar uma turma mais cedo, motivo desconhecido, vírgula, é quando conveniente, é claro! Aí, os mestres assíduos são convidados para fazer o que é proibido em outros contextos: Descer/subir aula. Chamamos isso de ajuste operacional pedagógico que faz o professor ministrar duas em uma, no final suas seis aulas do turno foram ministradas aos trancos e barrancos. Contudo, não sei que alegria é essa, se os educadores, mesmo depois da tarefa feita, deverão continuar até o cumprimento do horário na sala dos professores. Seria isso simplesmente hora extra não remunerada ou reposição do que faltou na qualidade das aulas subidas ou descidas?
           Todo aluno gosta de sair mais cedo, o professor também. Só a família não gosta de receber suas crianças mais cedo em casa, dão mais trabalho ou os pais ainda estão trabalhando lá fora. A escola de tempo integral ameniza esta situação, empilhando alunos improdutivos. No entanto e por isso, estou pensando que nem sempre criança na escola significa crescimento. Comem mais, brincam mais e estudam bem pouquinho, só fazem o que querem fazer, e existem tantos para apoiá-las nesse comportamento pirracento, batendo de frente com os que têm obrigações de ensinar matéria da matriz curricular, que já não se sabe mais quem são os professores: "Os chatos"! Porém, quem não quer ser agradável e ter aceitação? Será que isso me convém?
Kllawdessy Ferreira
Enviado por Kllawdessy Ferreira em 07/08/2014
Reeditado em 11/10/2016
Código do texto: T4913370
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Kllawdessy Ferreira
Goiânia - Goiás - Brasil, 58 anos
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/08/17 18:59)
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