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As mudanças do século vinte e um


E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. Gênesis 1:26.
Vivemos sob o domínio do homem. Desde que deixou o Éden e foi lançado na terra que se tornara maldita por sua causa e que já que já não produzia somente bons frutos, mas também “espinhos e cardos”, o homem tem molhado a camisa de suor para tirar dela a sua sobrevivência. Por outro lado, dia após dia, esse mesmo homem foi investigando e descobrindo novas formas de fazer as coisas. E começou a inventar máquinas e técnicas engenhosas que facilitasse o seu trabalho e que o ajudasse a se defender de seus inimigos.
A Bíblia relata algumas dessas invenções humanas. Segundo seu relato histórico, em II Crônicas 26:14-15, Uzias, também chamado de Azarias, o décimo rei de Judá, o qual teria começado a reinar por volta de 792 antes de Cristo, foi um homem de grande visão, responsável por notáveis empreendimentos, porquanto foi ajudado por Deus nesse sentido.
Assim diz o texto sagrado:
E preparou Uzias, para todo o exército, escudos, lanças, capacetes, couraças e arcos, e até fundas para atirar pedras. Também fez em Jerusalém máquinas da invenção de engenheiros, que estivessem nas torres e nos cantos, para atirarem flechas e grandes pedras; e propagou a sua fama até muito longe; porque foi maravilhosamente ajudado.
E tanto antes como depois de Urias, ajudado por Deus ou não, o homem inventou e reinventou a sua vida.
Século após século, a gente vem presenciando essas mudanças. Hoje elas chegam com tanta rapidez, que já nem conseguimos mais assimilar e dizer, de pronto, se o que era ainda é, ou se já mudou e não é mais. Diante de todo esse quadro novo de todo dia, às vezes eu me pergunto se essa evolução melhorou ou se piorou a vida da humanidade.
Muitas das invenções humanas são boas, mas outras tantas não são. A invenção do homem tem a ver com o próprio homem.
O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más. Mateus 12:35.
A população do mundo é dominada por uma índole má, egocêntrica, fazendo com que cada um só pense em si mesmo. Poucos são os que amam o próximo e se esforçam e se sacrificam por ele. Mas esse é o mundo, o qual, segundo o apóstolo João, “jaz no maligno”. E assim, grande parte do que se inventa não é para fazer o bem, mas para “matar e destruir”, a obra preferida do Diabo, o ladrão de almas.
Só Jesus pode nos salvar dessa destruição. Foi Ele quem disse: O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. João10:10.
Mas, voltando às mudanças, vemos que muitas coisas hoje parecem ser mais fáceis de fazer, porque já tem máquinas que as fazem para nós; já outras acabam ficando ainda mais difíceis, porque para fazê-las é preciso ter a máquina e saber utilizá-la. E nem sempre todos têm os recursos para tanto.
Os meios de transporte são cada vez mais velozes. Os aviões, metrôs e navios, cada vez maiores, transportam centenas de pessoas de um lado para outro do mundo, com muita rapidez. Por outro lado, se um deles cai, descarrila ou afunda, também leva junto centenas de pessoas para o além.
A cura das doenças evoluiu, mas parece que os males sem cura também progrediram na mesma proporção. A fibromialgia, por exemplo, que já foi considerada uma doença de mentira, uma doencinha de faz de conta, agora atinge milhares de milhares por todo o mundo. E por aí vai.
É de se perguntar se o custo-benefício desse progresso é benéfico ou maléfico para a humanidade; se o seu saldo é positivo ou se é negativo! Hoje não temos a resposta certa, mas penso que o futuro, com certeza dirá que teria sido melhor permanecer em paz com Deus lá no Jardim do Éden, do que ter forçado a barra e corrido prematuramente atrás do conhecimento do bem de todas as coisas. O cataclisma terrestre mostrará que Deus estava certo quando disse ao homem que evitasse a fome pelo conhecimento:
De toda a árvore do jardim comerás livremente,
Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Gênesis 2:16,17.
Hoje a humanidade paga o preço do progresso, onde uns tem muito e outros não tem nada; onde uns nadam em ouro e outros vivem na lama.
No entanto, de todas as inovações humanas, o que mais tem me causado pavor são as mudanças nos valores assumidos pela juventude.
Isso, sim! Isso é coisa triste de se ver!
Conversando com um adolescente de quinze a dezesseis anos, um pouco mais um pouco menos, fiquei horrorizado com as suas ideias. Tudo girava em torno de sexo, de ficar hoje com uma mulher e amanhã com outra. “Ninguém é de ninguém, professor!”, ele me disse.
Fiquei horrorizado! Eu tenho filhos, tenho minha esposa, minha mãe. Será que eu conseguirei defendê-las de um mundo que caminha outra vez para a selvageria e a barbárie? Será que vamos voltar a ficar sangrando pelo chão enquanto algum maldito homem vai arrastando nossa filha ou nossa mulher pelos cabelos como se fosse um animal caçado? Será que vamos ter que matar para sobreviver? Será que vamos voltar a viver aquela guerra de todos contra todos e que foi contida pelo contrato social e pela criação do Estado para garantir a convivência pacífica?
Meu Deus! Não nos desampare!
Hoje vivemos debaixo de novas regras de convivência e eu sinto muita dificuldade para viver nesse mundo. E você, meu querido, como você vê tudo isso? Você também pensa que ninguém é de ninguém? Você vai ficar quieto vendo sua irmã, ou sua filha, ou talvez até sua mulher, hoje saindo com um e amanhã com outro, cada dia com uma pessoa diferente?
Nós somos a sociedade! O ditado diz que todo mundo tem o que merece. É esse o tipo de sociedade que nós merecemos?
Veja o que aconteceu comigo em sala de aula. Um aluno incomodava a colega na minha frente; ela reclamou para mim. Eu pedi que ele parasse. Ele falou que era mentira dela, que ele não estava fazendo nada. Pedi que ele voltasse para sua carteira e ele disse que não iria voltar, que se eu fosse homem, que o fizesse voltar!
Meu Deus! Onde isso vai parar. Saí e chamei a Coordenação para cuidar do caso, conforme somos orientados para fazer. Ela foi à sala, conversou com ele e eu consegui terminar a aula em paz. Mas no dia seguinte, aquele mesmo aluno veio ainda pior. Parecia o dono da sala. Falava alto e eu não conseguia dar minha aula. E então eu disse que algumas pessoas não entendem nunca certas coisas e que a escola está cheia de alunos que não querem aprender nada e que só querem atrapalhar os que querem e todo mundo passa a mão na cabeça e aceita isso como se fosse normal. E o dito aluno abriu a matraca e mandou bala, dizendo: “Você não é homem! Está com medo de dizer o nome das pessoas?”.
E aí! O que fazer diante disso. Diz o ditado popular que: “água mole em pedra dura, tanto bate, até que fura”. Até quando a gente vai aguentar ser tratado dessa forma? Como diz o cantor Gabriel O Pensador:
Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ser saco de pancada?
De que adianta determinar que o ensino é obrigatório, se a grande maioria daqueles alunos que estão enchendo as salas de aulas hoje, só estão lá porque são obrigados? De que adianta lutar por uma qualidade social da educação, se a grande maioria que tem sido incluída nas escolas só quer mesmo obter um título, mas não tem o menor interesse de se esforçar para adquirir o conhecimento correspondente a esse título?
Hoje não há respeito por ninguém! Nós achávamos difíceis de conviver com os alcoólatras, com os fumantes... Pois hoje nós temos uma juventude dominada por drogas muito poderosas e sem qualquer valor para freá-las em seus abusos. O Estado, incompetente para gerenciar essa situação, contribui cada vez mais para a instauração do caos, liberando geral. Hoje, tudo pode, tudo é permitido, nada é proibido!
E nós, meus queridos! E nós! O que vamos fazer? Será que também vamos fazer como diz o cantor Zé Geraldo: “Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça dando milho aos pombos”?
Não tenho dúvidas. É só Jesus na causa, meus queridos! Só Jesus poderá mudar essa situação. Só Jesus pode mudar os corações dos homens e transformá-los em novas criaturas.
Sim! É isso que nós temos que fazer. Levar nossos filhos a Jesus. Meu amigo, que você passe a dar valor àquela igrejinha do seu bairro. Vá até lá com a sua família. Ouça a Palavra de Deus. Deixe que ela fale ao seu coração. Só Jesus pode nos ajudar nessa hora. A Bíblia diz que em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. Atos 4:12.
Essa é a mensagem! A situação é crítica, mas há salvação. Deus é a nossa salvação. Como disse o salmista Davi: O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra. Salmos 121:2.
Que Deus tenha misericórdia de nós!
Prof Izaias Resplandes
Enviado por Prof Izaias Resplandes em 15/08/2015
Código do texto: T5347565
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Prof Izaias Resplandes
Poxoréo - Mato Grosso - Brasil, 59 anos
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