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Sonhos cor-de-rosa

Eram apenas nuvens...É assim que começa a minha história. Alias, não é uma história, já que ainda sinto o doce cor de rosa, e seu sabor em minha boca...
Eu ficava escondida atras do algodão, sem encarar as pessoas que olhavam. Achavam graça da montanha cor de rosa, que eu devorava com um sorriso nos labios.
Lembrei-me hoje desses momentos e tive saudade daquele tempo.  Eu era irriquieta, teimosa, hábil nas manobras, para conquistar as pessoas que me cercavam. Tinha vitalidade para vencer as barreiras que se apresentavam.
E, o que tinha de sobra, eram sonhos. Muitos deles. Nós éramos donos de todos es espaços; Fazíamos castelos, prendiamos os principes e,logo em seguida, desmoronávamos todas as paredes que pudessem sugerir uma prisão.
Era um tempo de liberdade!
Víviamos sem pensar no que ia acontecer no minuto seguinte.
E não conhecíamos os problemas.
Afinal, vivíamos como crianças...
E, de repente, o algodão doce ficou amargo. A vida se modificou e até as crianças pararam de sonhar.
Descobri hoje, no dia das crianças, que não existem mais fadas.
Nem aquele senhor que passava na rua de casa, vendendo o algodão doce.
Olho ainda as nuvens procurando meus sonhos. Que se mostrem novamente e, possam fazer reviver a alegria de meu lado criança.
Se não forem mais doces, entenderei. A vida modificou muita coisa e eu já não posso receber em meu organismo todo o açucar que eu queria.
Se os principes não forem mais como antes, saberei olha-los com o coração.
Mas de uma coisa eu não vou abrir mão...
Que venham como o algodão doce...
Completamente cor-de-rosa, pois, é assim que são os sonhos....
Lara
Enviado por Lara em 12/10/2005
Código do texto: T59202
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Sobre a autora
Lara
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 61 anos
113 textos (9672 leituras)
3 e-livros (253 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 00:42)
Lara