ATACAR PARA SE DEFENDER!

Atacar e denegrir foi a melhor arma que o presidente Michel Temer, encontrou para se defender da segunda denuncia de Rodrigo Janot, agora por organização criminosa e obstrução da justiça, com base nas denúncias da J & F e do doleiro Lúcio Funaro, envolvendo também o ex-presidente da Câmara Federal, preso e condenado por corrupção pela participação direta na “Lava Jato”. O adorado de defesa de Temer, Eduardo Camelós, usando vários adjetivos contra o ex-produrador-geral da República, autor da denúncia tentará abortar já na CCJ – Comissão de Constituição e Justiça.

Com tantos políticos denunciados, a CCJ não abre processo de investigação contra nenhum deles, porque não tem ética e nem moral para investigar ninguém. Vários parlamentares que a integram também são investigados por corrupção!

Com argumentos técnicos, o advogado Eduardo Camelós, praticamente implorou na peça de defesa que a CCJ rejeite a autorização à investigação pelo Supremo para apurar tudo, inclusive contra os ministros Eliseu Padilha, Chefe da Casa Civil e Moreira Franco, cada um deles com seus próprios advogados, que seguiram quase a mesma linha de defesa do presidente: desacreditar as provas e os delatores Lucio Funaro e os irmãos Batista, presos, donos da JBS, que cresceu com a ajuda do dinheiro público do BNDES- Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Nesse "angu de caroço" de troca de farpas e acusação entre e a acusação e defesa, o ex-procurador Rodrigo Janot se recusou a comentar a troca de “farpas”. Contudo, parlamentares de apoiam votam a favor e contra o Governo Michel Temer, o Deputado Federal e presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB/MG), começou a receber pedido de vistas antecipadas mais tempo para se pronunciar.

Diante de tudo que observo é a lucidez do senador Randolph Rodrigues (Macapá), ao dizer que "na democracia, os poderes devem funcionar independentes, exercer autonomia própria, mas também usar o bom senso para funcionarem com perfeição e cumprirem seu papel".

carlos da costa
Enviado por carlos da costa em 06/10/2017
Reeditado em 06/10/2017
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