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A SUPLICA

Na senzala o nego cantava, nas correntes o nego chorava, no açoite o nego sangrava.
Mas o coração do nego com a natureza orava,pedindo forças e proteção ao Pai do Céu.
Quantas vezes o nego sofria pela ingratidão do dono, e se revoltava.
Mas, ao olhar pro alto e ver o céu estrelado, o nego compreendia que lá seria livre, podia até sonhar com o lume das estrelas.
Hoje, passado o tempo, sem os grilhões que o prendia, o nego entendeu que só era preso o corpo; a dor, para longe se foi.
Mas outra dor bem pior, que faz doer, dá um nó no fundo do coração é ver o homem,preto ou branco, irmão do Cristo Jesus,arrastando o peso da sua cruz, que prende mais que as correntes, machuca mais que o chicote e faz sangrar o coração.
Dor que dilacera a alma é a que vem da falta da razão de quem não pensa para agir,de quem só pensa em si, e não ve que do lado, também é um irmão.
O preto hoje se alegra e agradece pela força que o Pai lhe deu, pela fé, pela firmeza, e sorri porque tudo venceu.
Mas as lágrimas vão caindo, por pena da humanidade que, mais escrava se torna, por falta de Humildade.
Hoje, preto cansado, faz do canto a oração, e pede para a Virgem Maria consolar o coração do homem que está tão triste, tão distante dele mesmo e muito mais do Pai, que o criou.
Ò minha Santa, ajuda esta pobre Humanidade a carregar com coragem a cruz que tem que levar, tão pesada de egoismo, de medo, de pessimismo.
Ajuda, Mãe, para este mundo melhorar e até compreender que a luz da razão caminha sempre unida com a luz do coração, e que não falte a fé para o homem caminhar.
Deus abençoe a todos , o preto está a desejar!!

Jaubert
Jaubert
Enviado por Jaubert em 28/08/2007
Código do texto: T627583
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Sobre o autor
Jaubert
São Paulo - São Paulo - Brasil, 60 anos
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