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A vítima das vítimas

É engraçado o que tinha ao meu redor quando pequena, quando pequena nem sabia o que estava por vir. Quando pequena não entendia o que as pessoas de minha família falavam. Fui crescendo e ouvindo coisas que jamais pensaria em ouvir. Comecei a entender do que se tratava aquelas coisas que lá atrás as pessoas falavam.
Por que meu Deus? Eu me perguntava todos os dias...fui escolhendo meus amigos, meus irmãos estavam sempre do meu lado...na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Mas não se tratava de um casamento...e sim de uma vida.
Comecei a me afastar do que me fazia mal, comecei a criar um mundo diferente em minha cabeça, um mundo idealizado por mim, onde nesse mundo nada, nenhuma ofença, jamais poderia me afetar. No entando de vez em quando eu voltava à realidade e ia para meu quarto chorar, não há nada que você possa me dizer que fará eu deixar de me sentir como eu me sinto, e não há nada que eu possa fazer para que você fique bem. Tudo o que eu fiz contra mim mesma, fui eu quem o fez, mas sempre procuro algo que tenha me levado a fazer tal coisas, e realmente existiam muitas dessas coisas, mas eu sou um ser pensante e eu tenho culpa de todo o mal que eu fiz para mim. No meu mundo idealizado os culpados são outros menos eu. No meu mundo idealizado eu sou a pessoa mais feliz, rodeada de amigos verdadeiros, com pais que não tem problemas e com os melhores irmãos do mundo.
No meu mundo real, eu estou sozinha, e se eu não lutar, parar de viver a vida de outra pessoa e não a minha, eu acabarei doente...
Mas há algo que me impede de lutar, não sei o que é, nem onde é...mas é dentro de mim sem sombra de dúvida. Quando saio de casa me torno outra pessoa, uma pessoa melhor, uma pessoa alegre, que fica feliz em fazer os outros rirem...voltando a minha infância onde eu não entendia o que estava por vir...a minha infância foi perfeita, cheia de alegrias, aniversários, jantares e almoços em família. Minha mãe chegava do plantão toda de branco, e eu corria para abraça-la. Quando meus pais brigavam, minha mãe colocava os 4 filhos no carro, colocava uma música bem alta e todos íamos cantando de Belém à mosqueiro...e passávamos o dia lá, felizes...é, a minha família já foi feliz um dia...e Deus queira que essa felicidade volte um dia...sem doença...sem carência...sem fantasia....
Di Nascimento
Enviado por Di Nascimento em 29/08/2007
Código do texto: T629414

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Sobre a autora
Di Nascimento
Belém - Pará - Brasil, 31 anos
28 textos (2161 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/10/17 10:05)
Di Nascimento