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CONTAGIOSO, NÃO LEIA!

Encontro-me convalescendo de um mania, tal como uma síndrome de difícil cura... Auto-diagnóstico psicológico? Um amigo muito próximo diz que não devo consultar um psicólogo; provavelmente eu o atormentaria e, dado a profissão dele, o transformaria num profissional frustrado pelo insucesso na minha cura. Talvez! Porém, lá vai; vamos logo ao que interessa...

Ternas lembranças dos idos de oitenta e cinco; naquela ocasião, eu estava perto dos meus dezoito anos. Dentre as diferentes agremiações políticas-partidárias, percebi uma que estava alinhada – grosso modo – com as minhas concepções. Vou tentar repensá-las, revendo àqueles pensamentos com os fatos que passaram-se desde então.

- Que a agremiação ou partido respeitasse a Democracia, enquanto um regime político necessário para a convivência entre pessoas de diferentes interesses; ainda que a mesma, muitas vezes, não respalde o direito das minorias.
- Onde a conjugação de forças do partido não implicassem em usar do desconhecimento das pessoas comuns para finalidades próprias dos seus líderes ou atendesse a interesses escusos;
- Tivessem ideais claros o bastante e, não em entrelinhas, vinculados à defesa dos interesses das pessoas comuns e desfavorecidas, estimulando-as a construirem uma vida melhor para si mesmas;

Na ocasião simpatizei-me com o projeto do PT, o qual julgava benéfico para o Pais. Depois disso, observando a administração levada ao cabo pela ex-Prefeita Erundina em São Paulo, do discurso à prática pouco foi realizado e, apesar de pequenos avanços nas áreas socias, todas as administrações públicas em que o PT esteve presente foram marcadas por denúncias e escândalos, tais quais foram as das demais agremiações partidárias. Caido na vala comum, ainda assim elegeu-se Lula nosso Presidente, maior exponte político produzido pelo PT; A política econômica do governo anterior foi mantida em fundamentos idênticos e produziu seus frutos, destarte ao partido no poder. Ou seja, o que temos, então, de acréscimo pelo PT no Governo Federal? A prática do mensalão (vide emendas ao orçamento que viabilizaram a reeleição do FHC), repete uma prática comum na esfera do Executivo; seja ele Municipal ou Estadual. Existiriam excessões? Ainda não as encontrei! E isso independe de qual seja o partido do mandatário do executivo. Pode ser que haja! Mas, a imprensa – ávida em noticiar o que julgam necessário –, nos tem informado de inúmeras circunstânscias que envolvem os mais diversos partidos. Essa questão, portanto, está além do próprio PT.

Antes que eu colocasse as minhas esperanças sobre o PT definitivamente no lixo, perguntei-me qual seria a linha filosófica que produziu o PT. Não a encontrei... Já em 1985 era um “saco de gatos” marcado pelo oportunismo, no qual era difícil distinguir ou separar o joio do trigo. Isso ainda não me foi o suficiente para renunciar a predileção pelo PT. Era preciso mais do que isso! Masoquismo? Falta de amor próprio? Talvez! Esperei pelo desempenho do Lula como algo que pudesse criar uma nova imagem em minha mente. Eu o vi defender a falta de instrução como algo benéfico para a sociedade. Eu o vi dizer que não sabia de nada, enquanto as denúncias puLuLam na mídia... Eu o ví fazer, o que diariamente ainda vemos, na TV e demais mídias, e inclusive, apoiar o desrespeito aos Contratos, notadamente ao que a Bolívia nos impôs. Se for uma tendência quebrar contratos, qual será o destino da nação? Um regime totalitário “liderado” pelo atual Chefe do Executivo? Afinal, para existir Democracia numa sociedade é preciso que Contratos sejam respeitados, principalmente que o “Contrato Social” seja respeitado!

Enfim, os sonhos que tive na minha juventude, ligados a essa questão política-partidária, foram tragados pela ferocidade com a qual o PT avançou sobre o Erário Público via ação dos quarenta mensaleiros, renan´s calheiros e similares.

O último resquício de hombridade que poderia haver – aos meus olhos e também aos de grande parte do público –, desapareceu no Congresso, onde deixaram de cassar a maioria dos comprovadamente envolvidos com o mensalão; ainda agora, via 'aceitação' da denúncia pelo S.T.F, não podemos supor que haverá de fato condenação. Afinal, réu é apenas suspeito perante o Judiciário. Se foi preciso quase um ano apenas para qualificá-los como réus, quanto tempo será preciso para condená-los?

Gostaria de propor aos interessados, a título de colaboração, minucioso exame da maneira pela qual nos representamos junto à administração pública. Elegemos pessoas, as investimos pelo voto nos cargos públicos, e elas sentem-se desobrigadas em relação à sociedade. Penso que não desejam e tampouco irão espontaneamente prestar contas. Seria preciso rever a forma como a dita “classe política” surge e mantêm-se no Poder, de qualquer partido seja ela proveniente.

Ao sentirmos as dificuldades ampliarem em razão do mau uso do dinheiro público, precisamos lembrar que a tal 'classe política' foi eleita. Aparentemente, tal segmento da nossa sociedade representa interesses diferentes daqueles que podemos observar entre as pessoas comuns; nos restam instrumentos importantes: o Voto e a Conscientização!
PT SAUDAÇÕES
Julio Silva
Enviado por Julio Silva em 30/08/2007
Reeditado em 18/10/2007
Código do texto: T630767

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Sobre o autor
Julio Silva
Iguape - São Paulo - Brasil, 49 anos
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