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Dinossauros na geladeia

Você é livre?
Eu ainda tirava meus últimos dinossauros congelados da minha geladeira, rezando para meu mensalão invisível chegar ao fim do mês, quando a tv anunciava a indiciação dos quarenta festeiros do meu dinheiro. Minha parca esperança em mudanças neste país reagiu, quase saindo da UTI, quando a infiel da minha consciência me avisou de que estamos no Brasil. Por longos milésimos de segundo, achei que ainda tinha jeito. A corrupção é Brasileira e não desiste nunca, assim como o jeitinho e a impunidade.
Tem quem garante que o Ali Babá esta entre eles, eu duvido, mas quem sou eu para ser processado por infâmias, ainda mais num país em que provas não são provas, quase como que dois mais dois é quatro. Quem prova? Eu tenho cá minhas duvidas. Somos um povo apostólico, sempre crendo que a justiça divina proverá julgamento justo, assim como alimenta a fome da áfrica, principalmente. Eu quero ver os fatos. Daqui a seis anos as boas memórias deste país estarão esquecidas, assim como aquela maciça compra de deputados para aprovar reeleição. Tudo bem, eu não tenho provas. Mas tenho dinossauros frescos no meu congelador.
Minha gente é muito tempo, seis anos, para definirem os que serão punidos, e se serão punidos. Até lá já terão esquecido por que foram acusados. Não preciso ser jurista para saber, vai ter muitos hábeas corpus julgados antes mesmo de lerem á primeira página do processo.
Outra discussão abrangente é a pobreza, causadora de diversos tipos de violência. “Jovens saem de carro e espancam empregada domestica em parada de ônibus, pensando se tratar de uma prostituta”. Em primeiro lugar pobre não tem carro, nem tempo de estar á uma hora destas vadiando pelas ruas. Foram presos por que espancaram uma pessoa de bem trabalhadora. Epa! Prostituta não é gente? Reza a lenda que Cristo salvou uma prostituta do apedrejamento, mas os seguidores de hoje incitam. Tudo leva crer, que se tivessem espancado mais uma garota de programa estaríamos sem saber “patavinas”, assim como queimar mendigos. Queimar índios não pode. Da cadeia de alguns dias depois rende cargos altíssimos no ministério da saúde. Mendigo está liberado, não é gente? Faça me o favor.
Ainda tento escrever esta crônica, TV ligada, noticiando a prisão de dois jovens de vinte e poucos, funcionários de algum ministério, traficando em Brasília, e que não são favelados, que só conhecem a capital federal por foto ou ouvindo falar. E tem jornalista sendo processado por falar as falcatruas de políticos, que até cego já viu as provas, e os culpados ainda são remunerados. Pelo estado e pelo jornalista. Depois das vacas irem para o brejo, o Pinto para a gaiola. E agora, José?
Enquanto os gastos do governo federal só aumenta, mais de 800%, o trabalhador é obrigado a reduzir ano a ano suas despesas. Deve ser para suprir a farra corrente da cúpula federal. Somos esmagados dia após dia, pagando mais e mais impostos, onerados até para pagar as tarifas de iluminação pública, taxas, contra-taxas, e taxas para pagar taxas. E agora pagamento á corruptos por falar de suas falcatruas. Só falta agora cobrarem uma taxa para relaxar e gozar. O problema seria o fiscal. Agora essa taxação só não entra em pauta no congresso, pois estes seriam os mais sobre-taxados.
Por outro lado, ao falar que as vaias vem das elites, o governo não deixa de ser coeso, os pobres estão sendo comprados com migalhas de pão velho, com nome de bolsa esmola, digo, família, os ricos cada vez mais, ricos que não ganham com isso vaiam, a classe média sobrevive apesar do esforço federal para faze-los pedintes de bolsa família, taxando até a sombra destes indivíduos.
Com o alto preço pago pelas vacas, eu vou assar uma costelinha de brontossauro. Não acredita? Tem muitos em Brasília que acreditam até em vacas voadoras.
J B Ziegler
Enviado por J B Ziegler em 30/08/2007
Código do texto: T630871
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Sobre o autor
J B Ziegler
Gravataí - Rio Grande do Sul - Brasil, 37 anos
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J B Ziegler