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                       AS PELADAS


               Autor: SMELLO

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Sempre nos espantou o interesse desmedido de grupos humanos pelas revistas chamadas de "sexo", que exibem em suas páginas mulhe-
res nuas em poses pré-determinadas e escolhidas pelos diretores dos semanários ou fotografos. As peladas, enrugadas, cheias de estrias, ultrapassadas, todas camufladas, cobertas de "make-up", não servem
para nada, nem admiração causam, a não ser como estão velhas e
acabadas. Dizer-se que passam a mão sobre os retratos, parece-nos perversão, sem motivar qualquer sensação. Ver, apresentadas de forma disfarçada, aquilo que muitos já viram ao natural, parece-nos não satisfazer aos desejos.

Estranho é tambem que até senhoras comprem as tais revistas para elas mesmas observarem as poses sensuais, copiando-as a fim de apresentarem aos maridos quando estão na intimidade, vislumbrando que assim eles não baterão em outras portas, é uma atitude esdruxula e um contra-senso, que causam dó e ridículo.

Ao homem, temos a impressão, que se olharem o sexo feminino na praia de "tanguinha", desperta mais comoção, por não verem tudo. A cobiça, a espectativa ou mesmo a curiosidade, do que ainda não é visto, traz maior sexualidade e interesse, daquilo que pode aparecer
numa simples folha de revista, desvanecida, estática, sem vida.

Mas, o pior mesmo é que as celebres revistas esolhem mulheres que não têm nada de novo a exibirem. Insignificantes atrativos,rostos,
pescoços cheios de veias à amostra, pernas sem contornos, etc.
Geralmente ocorrem pelo sensacionalismo que causam no cotidiano do dia-dia, sem o que não seriam observadas.

Nos últimos dias, uma dessas revistas apresentou no seu contexto,
como fator extraordinário para venda, uma juiza de futebol de atuação comprometedora ou incompetente, parcialmente pelada, ao que parece. O que isso pode despertar para um torcedor da geral (não sei se ainda tem esse lugar de ocupação nos estádios),que com dificulda-
de compra seu ingresso, a não ser gritar, quando ela prejudica seu clube, piranha,piranha, piranha.Ele não vai comprar a revista para ver as pernas da juiza, que as vê, naturalmente, quando ela atua em uma partida. Agora se anuncia que no próximo número aparecerá a jornalista que teria sido namorada do Presidente do Senado. Quem desejará vê-la na revista, será que se resumirá na indiscrição, se ele teve bom gosto ou não, a ponto de motivar toda a polêmica política nacional?
Há um fato singular, também denominado "pelada", o chamado jogo
de futebol entre casados e "desquitados"(antigamente), disputado em
horário impróprio, nas horas que o campo está desocupado, com a pre-
sença de meros familiares, a patroa, a sogra, algumas tias, porque filhos e filhas não vão. Os participantes "barrigudos", fatigados da labu-
ta semanal, estão alí para lembarem os aureos tempos e perderem peso, numa atividade inconstante. Ninguém vai, ninguém quer ver, nem perder tempo. O Pronto Socorro fica de sobre-aviso, pois no mínimo aprecerá um de pé quebrado, quando não perna ou braço. E, o enfermeiro o primeiro atender, não deixa passar a oportunidade, o senhor
não deveria estar jogando pelada, não há quem goste dessa temeridade, arriscada e perda de tempo.

Um aspecto que determina uma polêmica domestica surge quando o adolecente de casa consegue, furtivamente, apanhar a revsita e levá-la para o banheiro. Atrasa todos moradores do lar, alí permanece horas e horas, e mãe desprevenida ou cheia percalço reclamar, a permanencia do filho no sanitário. Até que por esse lado não é mau, evita que ele contraia AID. E, o pai, experiente da vida, fica defendendo, deixa o menino, ele está iniciando sua vida sexual...

Outro lado da negativo dessas publicações, é que antigamente havia mais recato, até mesmo nos lugares mais singulares, o homem ia ao teatro "rebolado" ou aos show dos cassinos,para ver insignificantes partes das pernas das coristas e dançarinas, despertando maiores intesses do que hoje, ao vê-las nas páginas impressas de uma revista. Até mesmo nos lupanares as raparigas,que aguardavam nas salas ou salões, não se apresentavam despidas, nem os seios ficavam à amostra, exatamente para causarem surpresas quando na intimidade. Incrivelmente ganhavam mais dinheiro,em poporção, das que hoje se exibem peladas nas revistas. Simples, as donas ou gerentes das casas de tolerância exigiam que as raparigas ficassem na sala obrigando o gasto de bebidas dos chamados fregueses, havndo rendimento bem lucrativo.
As peladas do papel não têm esse "aplomb",e a revista que se des- tina a um chamariz, afastam os homens "avec plaisir" de vê-las.


smello
Enviado por smello em 01/09/2007
Reeditado em 19/02/2010
Código do texto: T633861

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Sobre o autor
smello
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 92 anos
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