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Pensando em falar com o Presidente


Pensando em falar com o Presidente, recordei de um antigo programa da tv, exatamente um quadro onde Chico Anísio, interpretava, Salomé, uma gaúcha, que teria sido professora do então Presidente da República o General João Baptista de Oliveira Figueiredo. Era uma sátira, onde a simpática senhora dava uns belos puxões de orelha, no líder da nação, com relação à inflação, aumentos constantes de combustível etc, enfim problemas que a nação enfrentava naquela época. Eu, adorava imitar a Salomé com sotaque e tudo, quando dizia: - João Baptista, é Salomé de Passo Fundo.

Muitos anos se passaram... muitos Presidentes... atualmente Luiz Inácio Lula da Silva, eleito e reeleito pelo povo. E muitas sátiras continuam.

Então pensei como seria bom, ser uma pessoa como a Salomé, para todas as semanas, poder dar umas puxadas de orelha nele, chamá-lo às falas, não só o Presidente, mas cada representante do povo, Senadores, Deputados etc, fazendo-os ver, ou melhor, abrir os olhos deles, para que independente de partidos políticos, oposição ou situação, refletissem sobre “Fome Zero”, “Bolsa Família”, “Bolsa Escola”, ministério disso e daquilo e de mais aquilo, são tantos ministérios que a gente de perde só de pensar, mensalões, carrões, aviões, pizzas, corrupções, apurações, etc.

Queria mesmo fazê-los refletir, repensar, buscar recursos e alternativas coerentes para, senão sanar, minimizar problemas que estão aí a todo instante: fome, exploração infantil, falta de emprego e de moradia, programas de saúde ineficientes, educação sem recursos, segurança que não funciona, violência que em todo o Brasil se tornou tão constante que o povo já até acostumou a enfrentar balas perdidas nas ruas, saneamento básico que ainda falta, e tantos... tantos outros assuntos. Enfim, fazê-los essencialmente lembrar e valorizar o povo... o povão... os mais necessitados, pois foi graças a ele que foram eleitos e hoje esquecem desse mesmo povo. Memória curta não? Aliás a falta de memória assola o país, tantos líderes se esquecendo de tudo, se esquecendo de todos.

Na verdade acho que pediria mesmo a eles para “colocarem a mão na massa”, “ir até onde o povo está”, deixar os ternos, arregaçar as mangas e fazerem alguma coisa... enquanto ainda há tempo. E se precisar que "cabeças rolem" e que essas mesmas cabeças paguem por seus erros. Um antigo ditado dizia: "Não dê o peixe, mas ensine a pescar", então vamos começar a aprender a trabalhar, a agilizar, a cumprir horários, como todos os trabalhadores fazem, e fazem para ontem... então que comecem mesmo a fazer para ontem...

02/09/2007

OBS: O tema desta crônica foi sugerido no Fórum do Recanto das Letras - Tópico: Crônicas.
Cláudia Zin
Enviado por Cláudia Zin em 03/09/2007
Código do texto: T636277
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Cláudia Zin
São João Del Rei - Minas Gerais - Brasil, 50 anos
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Cláudia Zin