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Sequestros

Uma onda criminosa cresce a cada dia, o seqüestro. Mais dia menos dia, as pessoas que têm dinheiro, acabam nas garras dos meliantes seqüestradores, se bem que até assalariados estão sendo vitimas, pagando resgate em pequenas parcelas mensais via banco. Tem uns que depois de serem vitimas de seqüestro pela milésima vez, resolveram fazer rodízio de seqüestradores, de acordo com o numero da casa que servirá de cativeiro.
Mais do que um problema de segurança publica, o seqüestro está causando diversos distúrbios sociais, separando os seqüestrados, dos não-sequestrados, dos seqüestráveis, e dos jamais seqüestráveis. Ser vitima de seqüestro ficou chique entre colunáveis, e socialites, que só entram em determinados grupos ou festas depois de um seqüestro. Tem o seqüestro programado, aquele em que o seqüestrador marca hora, depois caso alguém queira marcar um cineminha com alguém, pode ouvir esta resposta.
- Na sexta-feira? Não vai dar, este é o dia do meu seqüestro semanal.
Cada um vai ter o seu grupo de seqüestrador preferido.
- O grupo do Cambraia? Não gostei, prefiro o do Da Laura.
Mas seqüestrar uma pessoa rica acabou se tornando um tormento para os seqüestradores. Os ricos sem segurança pública suficiente, ou deficiente, acabaram impacientes, muniram-se de seguranças particulares, carros blindados, circuito interno de TV, em casa, no escritório. Tem casos, que o filho para chegar perto do pai, tem que marcar hora. A esposa só chega ao quarto depois de passar por uma boa revista.
Além disso, cabe ao seqüestrador, casa, comida, roupa. Que despesa. Negociações se entendem por meses. Isso estava tornando o negócio pouco rentável. A saída foi seqüestro relâmpago. Mas nem só rico virou alvo. O Menega entrou no banco à noite, para sacar algum dinheiro, bem pouco é verdade, mas precisava de um pouquinho, só para algumas despesas banais.
- Para aí tio!
Gelou. Estava com uma arma apontada para si. De início, ele não sabia o que estava acontecendo. São coisas corriqueiras que a gente acredita que só acontece com os outros, de preferência com os desconhecidos.
Menega ficou parado, pensando no que faria com esta brincadeira, uma arma tocou suas costas. Era verdade. Avistou um policial, pediu ajuda.
- Socorro policia! Ajudem-me!
A única resposta ouvida foi um espanto. O policial gritou.
- Mamãe!?!
Tentou ver o policial, mas não dava mais, já o haviam seqüestrado.
J B Ziegler
Enviado por J B Ziegler em 04/09/2007
Código do texto: T638733
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
J B Ziegler
Gravataí - Rio Grande do Sul - Brasil, 37 anos
217 textos (42339 leituras)
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J B Ziegler