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IMPRESSÃO...


Você era uma loba voraz, bela, à sua presença os mortais animais curvavam-se na floresta, você era uma mulher determinada, com convicções, suas verdades prevaleciam no contexto da sua história. Enquanto as outras mulheres queimavam sutiãs, levantavam bandeiras de protesto, ativistas femininas, definiam-se, diziam buscar espaços, novas conquistas...
Você é uma mulher que nasceu já com a liberdade feminina e o espaço da mulher conquistado. Porque você simboliza a "essência" da mulher: fêmea, bela, forte, suave, guerreira, terna, fiel, leal, com convicções e princípios. Condensa-se como amiga, amante, companheira, cúmplice, mãe, com tanto conteúdo e intensidade, que as palavras se misturam ao descrevê-la, ao tentar buscar uma definição mais original, então...
Eu surgi pra você, e depois desse tempo decorrido, a "impressão" que tenho, é a de que você viveu todo esse tempo, entre (pedras, pedregulhos e lajedo) me refiro a (homens), aí, você "imprime" e "convenciona" de que encontrou um "diamante", uma pedra super valiosa, incomparável, simplismente singular, e de que existem milhões de pessoas querendo tirar esse suposto diamante de você!
Com essa descoberta, esse achado, surgiu à felicidade maior, o mundo se apresentou com cores que você desconhecia, os dias te invadiram trazendo embriaguez da alma e êxtase de prazeres plenos... Mas, junto a tudo isso, derivou o medo de perder esse diamante, e, surgiram as aflições, os temores, as angustias, a ansiedade, e um gelado friozinho na barriga, e você diariamente quer esconde-lo em lugares absurdamente impossíveis, em invólucro no centro da terra, no fundo do mar, às vezes quer voar até a lua para esconde-lo lá, em outros momentos quer carregá-lo no bolso, disfarçado de bombom de chocolate...
Mas, sweet Darling! Eu não sou um "diamante" muito menos esse "diamante", e não existem milhões nem mesmo ninguém querendo "pegá-lo"...

Eu sou uma pedra em "barro e argila", que se molda ao amanhecer, e dá forma e conteúdo à vida, esse "barro" essa "argila" às vezes sob a intensa luz do sol racha-se, quebra-se, mas, com o orvalho da noite e o brilho da lua, se refaz se reintegra, e na manhã seguinte quando o sol volta a se apresentar ao dia, faz junto a esse "barro" essa "argila" o mato crescer, florescer, e a vida se torna presente, bela, exuberante, abundante...
O brilho facetado do "imaginário" diamante é ofuscado pela luz da vida que surge do "barro" e da "argila"...
Então, com as suas mãos pegue o "barro" e a "argila" e eleve ao ar, sob a luz do sol, do cair da chuva, da brisa, e da luz do luar... Aí sim "sou eu" simples como o nascer da própria vida. “Então, volte a encontrar-se, quando se perdeu ao encontrar o suposto diamante, deixe o sol invadir a sua alma, o sorriso voltar aos olhos e aos lábios, porque como “barro” e como argila” podemos reconstruir o amanhecer de "nossas vidas"...

BY JORGE BRITTO  setembro de 2007

JORGE BRITTO
Enviado por JORGE BRITTO em 10/09/2007
Código do texto: T645964

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Sobre o autor
JORGE BRITTO
Sumaré - São Paulo - Brasil
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