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Mim Renata, da tribo dos Ibucaçaras

   Não tive a oportunidade de perguntar para minha avó paterna, pois faleceu antes do meu nascimento, o motivo pelo qual ela deu os nomes para seus filhos. Não me entra na cabeça que uma mãe que leva nove meses esperando um bebezinho, não tenha tempo de decidir um nome que a criança se orgulhe de pronunciar durante toda a vida dela.

    Que sacanagem. Minha vó sacaneou legal meu pai e meus tios. Tudo começou com o tio Tabajara e a tia Yara, depois o tio Potiguara. Até aí tudo bem, só que quando chegou a vez do meu pai ela resolveu chutar o balde e colocar o nome dele de Ibucaçara. Pô! Tenha dó! Imaginem quando ela ia mostrar o filho, que aliás era bem bonitinho, e dizia:
- Olhem que amor o Ibucaçara.
Ou então:
- Ibucaçara, venha já aqui! Ibucaçara,Ibucaçara!

     Depois do pai, nasceu o tio Caiçara e provavelmente se  minha vó tivesse mais uma filha iria nomear de Capivara eu acho. Não. Eles não eram índios e muito menos de origem indígena. Meus avós que “viajaram na maionese” mesmo. E viajaram legal.

      Certa vez, morei na rua Curupaiti em Porto Alegre com minha tia Yara. Agora prestem atenção no meu dialógo com um taxista:
- Pois é, sou filha de um Ibucaçara, desço ali na Rua Icaraí, atravesso a Itapitocaí e fico na Curupaiti, na casa da minha tia Yara. Prazer, mim Renata. Da tribo dos Ibucaçaras. Homem branco pode me deixar ali na esquina mesmo.
Renata Miranda
Enviado por Renata Miranda em 10/09/2007
Reeditado em 11/09/2007
Código do texto: T646523

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Sobre a autora
Renata Miranda
Caçapava do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil, 37 anos
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Renata Miranda