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Sexo, Futebol e Cachaça

Eu ainda pensava que bigamia neste país era crime, e jogava meu futebolzinho ás sextas, excluindo-me das cachaçadas, quando assisto um caso sexual envolvendo um senador, uma empreiteira, uma jornalista e sabe-se quem mais. Estamos atolados num lamaçal de pútridos artefatos construídos pelos mandantes desta zona, que pagam pensões milionárias para nossos eleitos. Que acuados, quando o são, mesmo acusados de diversas falcatruas, escolhem serem julgados pelos colegas, escondidos sob o manto negro da impunidade, vestes já tradicionais no planalto central. Qualquer crime cometido por um simples eleitor, vira caso de policia, cadeia, e julgamento, sem que a criatura possa escolher ao menos um advogado, pois o estado manda aquele mais próximo, seria pedir demais, escolher os jurados?
Nossos brilhantes cientistas poderiam inventar uma vacina, talvez sob forma de cachaça, para vacinar o povo contra corruptos e corruptores. Vamos nos orgulhar, temos carnaval e futebol, coisas sagradas do povo...
O que? Falcatruas no carnaval? O povo aprendeu bem. Não foi o povo? Foram os de sempre, fazendo e ditando regras, para esta ou aquela agremiação. Então salvaremos o futebol, este sim é uma caixinha de surpresa. Passou incólume por oitenta e dois, ajeitando resultados e pontos na loteria esportiva, pela queda a Espanhola, diante da Itália, isso sim é do jogo. Capengas de craques, exportados “invitro” para a Europa, chutou na barriga da mãe, já está com contrato assinado, parece, ainda não tenho certeza, que estão tentando descobrir espermas chutadores, nosso futebol ainda sobrevivia. Ai, compras daqui, juizes acolá, lavou-se o tapete verde com verdinhas Made In American, e nós sem um México para cruzar a fronteira, só perder na Copa América.
Sobrou o sexo. Sim. Qualquer um pode ter de graça, pagando, de três, quatro, com opostos, com do mesmo, tanto faz, liberdade... liberdade... nem pense nisso, livre idiota. Esta uma coisa que a democracia do livre arbítrio não permite, nem com camisinha, só no casal para procriação, assim como mandou o invisível.
Já que tudo é proibido, vou trabalhar, vou sublimar meus desejos oprimidos, que me é democraticamente vetado, para o trabalho. Tudo bem. Trinta por cento para a igreja, vinte e sete por cento para o leão, cinqüenta por cento para impostos diversos (IPTU, ICMS, COFINS, IPVA, DPVAT, CPMF, INSS...) e a lista só cresce, parece que vai ter um outro sobre esta lista, outro de embarque..., e se o cidadão, que não é canonizado por isso, conseguir juntar algum bem, um assaltante ou seqüestrador vem e rouba o resto.
O pastor diz:
- Se tivesse doado mais a deus, nada disso tinha acontecido.
O político.
- Eu não sei de nada. Talvez eu crie um outro imposto para sobrar menos?
Sorte deles que para incompetência não é tarifada.
- Se considere feliz, todo o infeliz, que consegue pagar imposto de renda...
Até quando teremos esta renda?
Não seria melhor liberar tudo? Tarifar assaltos, caixa dois, braços cruzados, propina, drogas, armas, munições e tudo o que tem de ruim, assim pagaríamos a divida externa, interna e mudaríamos o Brasil em poucas horas.
Sobrou a cachaça, país do pileque, exportando branquinha para o mundo. Alias, morrer no transito bêbado, brigando na saída de um bar, batendo na esposa e nos filhos, quando consegue chegar em casa, nos dias que acha a porta de casa. O Brasil está pior que isso, esta podre, corroído por dentro, como na árvore de Yggdrasil. Falta pouco para ruir como lá, sem mitologia, nem heróis alados, nem arcas, nem marretas, só temos uma corda comprada por mil réis, numa loja de um e noventa e nove.
J B Ziegler
Enviado por J B Ziegler em 11/09/2007
Reeditado em 11/09/2007
Código do texto: T648338
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
J B Ziegler
Gravataí - Rio Grande do Sul - Brasil, 37 anos
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J B Ziegler