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E que venha o Carnaval!

  Entre sucuris no mato e silenciosos plenários, eu prefiro (por enquanto) acercar-me de um questionamento só: "Até quando?".
  Bom, obviamente não "Até quando?" às sucuris, que disto, enfim, cuide o prefeito, ou "Até quando?" à Política, em nós, já desembarcando em Mahakesh ou quiçá em Miami... Se bem que, desta, a última das cobras, nós carecemos e muito para que se mexam as leis!
  Até porque, meus caros, eu fico certo de que as manchas de sangue naquele carro salpicam ainda a face de muita gente.
  Quem será o responsável?! Quem dirigia o tal carro? O presidente?
  Não adianta crucificarmos o bandido que responde que não tem filhos à pergunta: "E se fosse com o seu filho?!", ou se indagar ao travesseiro: "Onde está o presidente?", como se o mesmo tivesse uma capa ou uma cueca sobre as calças! É, quem sabe... Se é que me entendem!
  Na verdade, sabemos que vai além; muitos são os culpados: Centenas que já se foram (nós) e milhares que ainda se olham no espelho (nós).
  Agora, o problema é a solução: Reduzir a maioridade penal ou fazer a busca de celulares pelos presídios, aumentar a vigilância, além de instituir a pena de morte a partir de amanhã, por exemplo?!
  Pena essa que valeria, não para quem já estivesse preso, mas para quem o fosse nas próximas horas; conforme, é claro, a gravidade do referido crime.
  E sei que logo tomariam as ruas mães, mulheres e crianças de alguns tantos - Afora as beatas vizinhas - Mas o que fazer mais? Deixar comer um malandro às custas do que pagamos de Imposto ao Governo? É isto?! Pois quantos não vão para uma prisão, cadavéricos, e voltam mais corados que nós todos voltamos do nosso trabalho?
  Daí vem outra pergunta: "E os de colarinho branco?".
  Para isso (Utopia ou não:), para quem se pusesse a fazer Direito, não existiria mais o "advogado de porta de cadeia", pois os poucos que resistissem à prova máxima de ter suas impolutas vidas sondadas, filmadas e grampeadas pelo Governo, ficariam - Sem contar que os tribunais teriam câmeras por todos os lados! AH, e não se preocupem os sádicos de plantão, pois já escuto piadinhas demais quanto a isto!
Mas um médico, por exemplo, não faz sacrifícios? Estes, sob certos pontos de vista, seriam os nossos; mas para salvar as próprias vidas!
  E ainda ouço, como um grilo: "Até quando?", "Até quando?"... Mané "Até quando?", rapaz! "Quem será o próximo?" - Isto, sim! Pois tenho certeza de que muito mais surreal que muito crime não é essa idéia minha!
  E enquanto isso, por mais contraditório que seja, repenso: Não é de admirar mesmo ver gente por aí tão preocupada com os cemitérios...
  Mas o custo de cremar alguém também já baixaria! É, talvez...
  Utopia ou simplesmente miopia(..).
 
a 11 de Fevereiro de 2007
Luciano Almeida
Enviado por Luciano Almeida em 14/09/2007
Código do texto: T651872

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Sobre o autor
Luciano Almeida
Teresina - Piauí - Brasil, 37 anos
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Luciano Almeida