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“Na juventude com meu bamba cabeção”


Na juventude com meu bamba cabeção, minha calça jeans de barra dobrada, brilhantina no cabelo e os cadernos da escola, acordando para a vida, descobrindo tantas coisas, e sorrindo para tudo.
Ser um adolescente que fase boa da vida, aprendia tantas coisas como meu primeiro beijo, meu primeiro cigarrinho, longe da família dividia com os amigos todas as novidades.
O meu bamba cabeção de cor preta, minha calça jeans com a barra dobrada, brilhantina no cabelo, como sentia a vida de uma forma diferente era uma fase de descobertas e crescimento, lembro da minha primeira namorada, meu primeiro trabalho em um posto de gasolina, na adolescência aquilo trazia status e me sentia mais adulto, como aquilo era bacana!
Eu tinha três amigos inseparáveis, juntos passamos as maiores aventuras, era a turma que fumava escondido, namorava as mocinhas do orfanato, algo proibido pelo padre do colégio interno onde morávamos cada um com um brinco na orelha, esse era nosso momento, e fazíamos sucesso! Como deixam saudades essas épocas porque não voltam mais, a beleza da adolescência do desenvolvimento, nossas verdades e idéias nos fascinarão naquela época, na escola todos na mesma sala era uma festa só, dia de prova solidariedade em grupo, ninguém perdia o ano!
O tempo passou os amigos mudaram novos vieram trazendo outras novidades boas e ruins, mas a fase ainda não tinha passado e aquela alegria ainda era a mesma, todos os domingos íamos ao cinema a prefeitura liberava um oficio para os internos do colégio, e os filmes serviam como motivação para galera praticar esporte ou artes marciais inspirados naquele ídolo do cinema de domingo, nos sentíamos mais fortes, que engraçado é essa fase!
Nosso grupo costumava pular o muro da fabrica de mel onde tínhamos feito amizade com o cachorro pastor alemão que fazia a segurança da fabrica, e todo final de semana nosso mel com pão estava garantido, aquilo era ouro para quem morava em um colégio interno onde as refeições têm horários marcados. Foram bons momentos com aqueles amigos, são tantas as histórias da minha adolescência como a famosa brincadeira do BNH.
O tempo foi passando e veio à primeira transa o momento de me tornar “homem”, eu simplesmente falhei de tanto que sonhei com aquele momento. Hoje chega ser engraçado meu embaraço diante da menina eu só tinha treze anos!
Passei para a mocidade na certeza que esses foram os melhores anos da minha vida, não tinha medo de nada, pois o futuro era algo ainda bem distante!
Ah! Meu bamba cabeção foi ficando velho, rasgando e acabei jogando ele fora, mas aqueles momentos e aqueles amigos, estarão sempre comigo nas minhas lembranças com muitas saudades é claro. Depois do Bamba veio o Comander, mas ai  já é outra fase da vida!

Fábio Beltrame
Beltrame
Enviado por Beltrame em 17/09/2007
Código do texto: T656458
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Sobre o autor
Beltrame
São Paulo - São Paulo - Brasil, 41 anos
46 textos (11111 leituras)
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