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A DOR DE UM AMOR ESCONDIDO

Há quatro meses E meio mantemos um caso de amor, de traição mutua e cumplicidade.
Na minha cabeça e no meu coração, um amor incomum em meio à desconfiança da reciprocidade.
Sempre declarei e sempre recebi declarações de amor, tal como uma das minhas publicações neste site.
Mas sempre que eu tentava chamar pra sair, seria no dia e na hora que ela quisesse.
Tudo bem, sou casado, embora more em outra cidade, e ela também é casada.
Mas sempre saímos, sempre nos amamos, e olha que era um amor de dar inveja, totalmente completante.
Talvez, por ela ser mais nova, gostosa e linda, tinha a mania de me esnobar, eu sempre achei isto.
Términos e reinícios nestes quatro meses foram vários, sempre da parte dela.
Uma maneira de me fazer sempre correr a traz dela.
Semana passada foi a gota dágua, terminamos na terça feira.
Sempre fiquei mal nas outras, mas nesta nem tanto, pelo menos enquanto estava trabalhando, em casa o bicho pegava.
Procurei ficar na minha, embora faça parte do convívio de sua casa, seus amigos e amigas também. Quando na casa dela de tudo fiz pra no olha la na cara e ate me desviei de seu olhar varias vezes.
Sábado ultimo, senti uma sensação que ela me procuraria.
Passei o dia todo esperando um telefonema ou qualquer outra forma, nada.
Já tarde, fui dormir. O telefone toca, corro pra atender, desliga.
Repetiu varias vezes.
Passou a ligar pro celular, eu atendia e ela desligava.
Retornei a ligação com a intenção de xingar, ela não atendia.
Ligou-me novamente de um telefone publico, identifiquei o local e fui correndo.
Encontramos no portão da casa dela.
Ela com cara de raiva e pisando forte, adentrou, e eu fui a traz como de costume.
Ela me parou na entrada da varanda e pediu que fosse embora, pois estaria com um homem em sua casa.
Levei um susto muito grande, Fiquei incredo ao fato de ter me ligado assim, e insisti pelo nome dele.
O nome que ela me deu, era de uma pessoa da qual sempre desconfiei e que ela sempre me diz não ter nada haver com ele nem queiras ter.
Deu-me vontade de ir embora e nunca mais olhar sequer na sua cara.
Ao virar-me, involuntariamente, abri a mão e dei lhe na cara.
Ao ouvir seu grito de dor, fiquei louco, nunca havia feito isto e nem sei como o fiz.
Pedidos de perdão, empurrões e ofensas foram normal daí à frente.
Tentei abraçar, beijar, mas sem êxito.
Por muito tentar e mostrar a minha fúria, recebi sua desculpa.
Voltei pra casa chorando, machucado por dentro, arrasado.
Meia hora passada, ela me liga novamente, precisamos conversar.
Marcamos o local e fui.
A conversa foi toda sobre a tapa e o fim da relação.
Voltamos, ela entrou pra casa e eu aproveitei o horário pra dar uma volta pela rua. Fui a um bar, vi pessoas, arejei a cabeça.
Demorei cerca de uns vinte minutos.
Mal retorno a casa e ela liga novamente, com uma voz doce, lacrimal, piedosa e comovente.
Pergunta se eu estaria sem sono e pudesse passar um tempo com ela, por também estar sem sono.
Meu coração doeu, não só por ela demonstrar solidão, mas por apoiar se em mim num momento de dor e angustia.
Fui o mais rápido possível.
Entrei correndo portão adentro
Deparei com ela sentada na escada.
Parei, olhei meio que sem o que falar.
Ela me olha nos olhos, abre os braços e diz:
Por favor, me abrace.
Meu mundo caiu, pasmei , fiquei atônico, uma alegria incomum, mas fui com todo meu calor,
Todo meu amor, e abracei.
Segundos parados, coração com coração, respiração com respiração, no mesmo pulsar.
Algo jamais imaginado por mim.
Com sua voz tremula e baixa, ela repeti o de sempre:
Meu amor, eu te amo de verdade, não me deixe, eu preciso de você, faz amor comigo...
Gente, foram as palavras e o momento mais lindo da minha vida.
Uma sensação de ser desejado, de fazer falta e de ser importante pra alguém.
Entre lagrimas, salivas e suor deitamos no mesmo lugar, sem qualquer preocupação de sermos vistos, cegos no amor e no desejo.
Foi o amor mais longo, gostoso e aproveitoso que fizemos.
Hoje, eu sei e tenho a certeza deste amor como meu,
Como sempre meu.
E de um tudo farei para não perde-la nunca mais.
Embora sinta a dor qual a fiz passar, mesmo depois de receber seu perdão,
E desculpas por me provocar desta maneira.

Amem sempre, mas não escondam este amor , falem, declarem e mostrem que o amor existe.
Procure quando precisar, aceite ser procurado.
Valorizem cada momento e sentimentos juntos.
Será mais fácil vive-lo e aproveita-lo.


Por mais proibido que seja, ele acha a saída.

Lii Lito
Enviado por Lii Lito em 18/09/2007
Reeditado em 20/09/2007
Código do texto: T658500

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Sobre o autor
Lii Lito
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 55 anos
211 textos (12163 leituras)
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Lii Lito