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IMPRESSÕES - DIÁRIOS DE CUBA - NOTA INTRODUTORIA NECESSÁRIA PARTE II

                   
                     E o Brasil com Cuba perguntariam os mais curiosos, claro, algumas ressalvas vão surgir, tais como a mistura de raças muito similar a nossa, o que não é muito difícil de se encontrar são misturas multiculturais como a nossa – a estadounidense é uma - mas enfim, além disso é como se procurar agulha no palheiro e perder muito da rica cultura cubana, da simpatia de seu povo, da organização política e administrativa pública, da disciplina do povo, e aquela sensação (evidente) de que ainda que precário, naquele país, tudo funciona com princípios e sobretudo com muita disciplina. Isso sim é fascinante. Mas, por que não intrigante, diriam os mais céticos, pois a precariedade definitivamente não é sinônimo de mau funcionamento naquele país - ao contrario do nosso - por isso faço valer aqui a minha nota de introdução, principalmente por estas comparações, que não nos levam a nada sensato, e garanto, nos tende a proporcionar um período de transe, que no meu caso durou quase uma semana, até que eu me desvinculasse por completo das meus ditames brasilienses-capitalistas, mas lhes asseguro, não foi fácil, e diga-se de passagem foi involuntário, veremos detalhadamente a transição no capitulo de que trato, ainda que de forma sucinta, da educação naquele país.
                    Outra coisa que me causou e causaria a qualquer brasileiro uma grande e saudável surpresa, e estará detalhado no capitulo: DE GUAYABAL A LA HAVANA, UN ENCUENTRO INOLVIDABLE EN CAIMITO. Neste pequeno trecho tratarei de um contato inusitado e emocionante com um senhor de 73 anos que enquanto esperávamos a demorada passada de um caminhão (transporte público) na parada de onibus, tive uma conversa daquelas de “alto nível”, daquelas que se só se vê em programas como o canal livre da rede bandeirantes e o roda viva da teve educativa (depende do entrevistado, é claro!). Foi nesse dia que passei a observar melhor a intelectualidade daquele humilde povo, não só nessa vez mas em várias outras, em incontáveis vezes me bateu aquela vontade de dizer a quem fosse que passasse pela minha frente: Você não está só!! É sério!!!! Você merece!!! Realmente é de se espantar, a auto-estima do povo em geral, passa pela cabeça aquela vontade de perguntar, mas de onde eles tiram essa pujança?
                   Por fim, pra exemplificar melhor o sentimento destes relatos, assevero em dizer que os cubanos conhecem melhor que muitos em nosso país – pelo menos foi a impressão que tive – uma figura como arquiteto Oscar Niemeyer, o grande idealizador dos edifícios e palácios tombados de Brasília, esta ilustre lenda viva brasileira, que em alguns momentos nestes relatos, será lembrada. Vale a pena esperar.
                  Encerrando esta nota inicial, tenham como garantido que a visão a ser exposta ao longo destas linhas é puramente, digamos: visual, e contribuindo com o surgimento de neologismos nefastos, mas sem pretensão alguma de destruir a gramática da língua portuguesa, o apelidaria ainda de um mero diário “impressional”. As opiniões diversas expressas são fruto de coletas e sensações, muita das vezes originárias de salutares e longas conversas como a comunidade local, mas muito do que se lerá são apenas impressões de um mero cidadão brasileiro que transitou e observou por cerca de um mês algumas províncias da ilha socialista que resplandece em pleno caribe azul.
                  Parafraseando os cubanos quando fazem menção aos longos discursos do Comandante em Jefe Fidel Castro: “comam estas linhas!” Pois, por mais absurdo que nos possa parecer, os cubanos costumam dizer que se deliciam com os discursos de seu líder maior. A julgar que este jovem letrista não possui a mesmas qualidades carismática e intelectual do Comandante, ficarei contente de que os leitores pelo menos apreciem estes breves relatos. E, o principal,  sejam bem vindos a Cuba!

CONTINUA.....
Fabrício de Andrade
Enviado por Fabrício de Andrade em 18/09/2007
Reeditado em 26/09/2007
Código do texto: T658502
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Sobre o autor
Fabrício de Andrade
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 38 anos
20 textos (18674 leituras)
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Fabrício de Andrade