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DA IMPORTANCIA DO DIALOGO

O diálogo é a parte mais importante no relacionamento entre pessoas... de modo geral...
Osculos e amplexos,
Marcial
 
DA IMPORTANCIA DO DIÁLOGO
Marcial Salaverry

Fala-se muito sobre diálogo, mas poucos dialogam sobre o assunto em pauta.
Quando temos uma opinião definida sobre determinado assunto, geralmente “estamos certos”, e quem pensar em contrário, estará automaticamente errado.  A frase que geralmente nos vem à cabeça, é a famosa “quem ele pensa que é?”.
Nesses casos, pelo menos temos nossa opinião definida.  Certa ou errada, mas a temos, e a defendemos.  Sabemos argumentar em defesa de nossa tese.  Depende de nossa capacidade de raciocínio, aceitar argumentos melhores.  Mas nem sempre o fazemos, não aceitando o diálogo proposto.
Se chegamos à conclusão de que alguém está errado, por não ter agido seguindo nossos princípios, condenamo-lo e pronto.  Muitas vezes nossas críticas são mal aceitas, e o interlocutor interpreta nossas palavras como ofensivas, e ofende também.  E está armada a confusão.
Isso poderia ser evitado, se fosse usado o diálogo, com bom senso e ponderação.
Achamos que alguém está errado. Podemos simplesmente apontar a falha, pedindo explicações sobre o porque de havê-la cometido, ou podemos dar a famosa bronca, já indo direto ao ponto crítico do assunto.  Quem recebe a crítica, poderá rebate-la de duas maneiras.  Tanto poderá procurar acalmar quem lhe interpela (embora julgue a interpelação ofensiva), simplesmente esclarecendo o porque de sua atitude incorreta, ou poderá “responder à altura, pois não leva desaforo pra casa”, e assim acender uma polemica que não tem porque existir.
Como ambos se julgam no direito de sua razão (e poderão mesmo estar), ao invés de dialogar, trocam acusações, fomentando uma discórdia, esquecendo-se de um ponto básico no relacionamento entre seres inteligentes: “o meu direito termina onde começa o seu, e o seu, onde começa o meu”.  Os animais selvagens delimitam esses “direitos”, urinando nos limites de “seu” terreno.  Como não podemos fazer isso, temos que saber analisar ponderadamente  até onde vão nossos limites, e onde começam os de nosso semelhante.  Bom senso e diálogo são o melhor indicativo.
Em casos assim, é fundamental um diálogo cordato.  Afinal, o mundo não vai se acabar por causa de um mal entendido. Vamos procurar entender o porque de certas atitudes que consideramos erradas, principalmente se levarmos em conta que não somos perfeitos.  Também temos nossas falhas, e gostaríamos de que elas fossem compreendidas.
Se todos pensassem assim, muitas confusões seriam evitadas, mas certamente o mundo perderia sua graça, pois não haveriam tantas bombinhas estourando aqui e ali, não haveriam tantas lutas e confusões, e do que viveriam os repórteres jornalísticos? Aonde a imprensa iria colher suas manchetes bombásticas? E os fabricantes de armas? E os politicos, que sempre tiram vantagem das confusões?
Pensando assim, para que dialogar sobre diálogo? Basta dar umas bofetadas no desafeto e pronto. O maximo que ele poderá fazer é dar-me um tiro. E daí? Por que foi mesmo que perdi a vida? Ah sim... ele deu-me uma fechada no transito... E, claro, disse-lhe umas boas verdades...
Pena que ele não soube entender minhas razões em agredi-lo...
Bem para este não adianta desejar UM LINDO DIA, mas para quem gosta de dialogar, ao invés de discutir, adianta...
Marcial Salaverry
Enviado por Marcial Salaverry em 25/09/2007
Código do texto: T667373
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Marcial Salaverry
Santos - São Paulo - Brasil, 78 anos
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6 e-livros (2159 leituras)
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Marcial Salaverry