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Áurea individualista

Acordei num sábado à tarde. Antes mesmo de saber quem em mim abria os olhos, recordei a madrugada: muito, mas muito arrasta pé e saltitar boêmio.

Levantei, abri a janela ensolarada. E, pesada de cansaço, deitei novamente. Senti uma alma tranqüila e leve. Resultado do encontro com a felicidade rotineira, descoberta do forró pé de serra.

No ritmo de máquina preguiçosa, sem óleo, lembrei da breve viagem da família e da minha irmã, na casa de uma amiga com a desculpa de estar estudando. Provavelmente, “eu, sozinha”.

Hora de relaxar, não pensar em nenhum dos vícios: trabalho, computador e comida. Mesmo insatisfeita, o dever daquela noite e daquela manhã foi cumprido.

Foi quando lembrei que no meio do sono, fui interferida por uma breve ligação da minha mãezinha. Um telefonema como os outros. Só que despertava em mim uma realidade escondida. Alguma química do cérebro que insiste em não funcionar:

Devia ser meu inconsciente. Reprimida, como um último instante sem ar, como uma profunda agonia de desordem. Algo inacabado, profunda solidão e falta de mim. São os sonhos insuficientemente realizados!

Adormeci. Talvez para encontrar uma estável companhia dentro de mim.
Poeta Vane Kolyn
Enviado por Poeta Vane Kolyn em 25/09/2007
Código do texto: T667454
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Sobre a autora
Poeta Vane Kolyn
Santo André - São Paulo - Brasil, 32 anos
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Poeta Vane Kolyn