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O belo e as aparências

Meus olhos buscam sempre o belo ou aquilo que está registrado em minha alma como o belo, o que chama a atenção por sua aparência agradável mesmo que não seja boa na essência, agradando a primeira vista acaba virando algo desejável e aí partirmos em busca daquilo que agradou nossos olhos.
Partindo desse princípio cheguei à conclusão que somos seres guiados pelo que em nossas almas um dia foi registrado como belo, Agostinho dizia que nossa alma é como uma tabula rasa, que em nosso começo de vida os adultos nos ensinam a semelhança do objeto e o seu nome, passamos a registrar de uma forma empírica tudo o que hoje sabemos sobre a vida, pois bem uma coisa que acho estranho  sobre o belo, percebi que muitas vezes o belo de verdade não tem boas aparências,e o que as aparências externa que nos atrai, muitas vezes nos engana de uma forma terrível, o cigarro por exemplo até parece bonito mais não belo no seu final, e seus resultados são terríveis mesmo tendo uma boa aparência.
Como estamos falando de aparências vou falar um pouco de mim, lembro de uma época na minha juventude em que me preocupei muito com as aparências, usava brilhantina no cabelo, uma franja que ia até quase o nariz, as roupas eram as que estavam em evidência e aquilo era muito importante, não sei se porque era mais jovem e hoje essa preocupação já não é tão grande, me importava muito com as aparências externas que precisava apresentar.
Voltando ao belo, hoje percebo que as aparências são superficiais, o belo mesmo fica quando você consegue ultrapassar a periferia das aparências quando você consegue enxergar além da superfície, é quando você sai da beira mar e se aprofunda em alto mar passando a navegar nas belezas do grande mar, isso sim e contemplar o belo.
Aí passamos a amar tudo por mais simples que seja o objeto de contemplação, não se importando com as aparências, conhecendo pela raiz, examinando os detalhes, observando cada pedacinho, suas formas, seu jeito isso realmente é sentir a razão do belo e não o externo, o supérfluo as aparências. Quando descobri que o belo de tudo está não em suas formas, mas em sua simplicidade de criação passei a amar todas as coisas com uma profundidade imensurável e percebi como ganhei com isso neste mundo cheio de aparências mentirosas e falsas que nos enganam todos os dias, passeis a examinar com muita atenção procurando sempre o belo nas flores, nos jardins, nos parques, nas crianças enfim procurando o belo na vida!
Hoje amo o belo que cada matéria apresenta, e não sua casca que nos faz perder muito quando não a arrancamos para enxergar a beleza da vida...

Fabio Beltrame
Beltrame
Enviado por Beltrame em 25/09/2007
Código do texto: T667725
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Sobre o autor
Beltrame
São Paulo - São Paulo - Brasil, 41 anos
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