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EL DIABLO TIENE AMIGO

Semana passada eu escrevi sobre Mahmoud Ahmadinejad e seus delírios, suas maldades e a palhaçada que ele prometia (e fez) em solo dos Estados Unidos. Na ocasião da publicação, notei que minha crônica, “O demônio tem nome...Ahmadinejad”, recebi muitos e-mails prós e contras e confesso que alguns me fizeram pensar. Pensei melhor e resolvi escrever esta, “El diablo tiene amigo...Evo!”.
Não serão e-mails e mensagens publicadas na internet que me farão mudar de idéia e para os que perderam seu tempo escrevendo bobagens em forma de ameaças islâmicas, eis a minha resposta:

A sede das Nações Unidas, que fica em Nova Iorque, de fato, tem se tornado um anfiteatro nos últimos anos. As atrações circenses como funâmbulos, bufões e aberrações naturais que já passaram pela tribuna da casa, é deixar qualquer “Cirque Du Soleil” entusiasmado, aliás, o famoso circo canadense que possui um espetáculo chamado “Alegria”, bem que poderia instituir um novo, desta vez, chamado “Tristeza”.
Fidel Castro já deu show de 4 horas arrazoando disparates; Nikita Kruschev da URSS já bateu na mesa com os sapatos; Hugo Chávez já fez seção de exorcismo; Mahmoud Ahmadinejad fez suas patacoadas e o ultimo da linha dos insanos ensandecidos foi o indígena que nos roubou a Petrobrás com o aval de Lula, o tal de Evo Morales.
Evo, que é amigo (tisc...tisc...) de Chávez, que é aliado de Ahmadinejad e todos são admiradores de Fidel, agora veio com a sugestão de mudar o endereço da ONU para outro lugar do planeta, que não seja os Estados Unidos. Segundo o índio latino americano que só sabe apropriar-se do que é dos outros, e esquece de trabalhar para produzir, os anfitriões não acolhem de maneira calorosa seus convidados, em apologia ao Presidente Bush que não presta honras militares a todos os chefes de Estado que visitam os Estados Unidos.
O moço de penacho na cabeça e badulaques nas indumentárias, que muito lembra um alienígena ridículo, pediu mais atenção para os “convidados de Bush” e disse que seria uma alternativa a ser pensada, que a ONU trocasse de endereço, para que suas reuniões fossem mais prazerosas e menos constrangedoras. Ele só esqueceu (não poderíamos acreditar que alguém como Evo tivesse algum tipo de cultura, muito menos, informação cerimonial), que a ONU é território livre e mesmo estando em território estadunidense, não deve obediência ao país (em tese), mas depende dele para acontecer suas reuniões. É como o caso do Vaticano, que é Estado soberano, mas está dentro da Itália e depende dela para os serviços como aeroportos, transportes e rede de comunicação.
A sede das Nações Unidas é como se fosse um Estado soberano. Seu “Primeiro Secretário” possui poderes que nada estão ligados a Constituição estadunidense, portanto, ele convida quem ele quiser e apenas solicita dos EUA o apoio necessário para que eles tenham acesso livre, segurança e possa fazer uso dos serviços. O Chefe de Estado que for convidado, terá de possuir Passaporte Diplomático, mas não terá (em tese) de ter visto americano para visitar a ONU. O convite oficial já lhe bastaria como permissão para entrar em Nova Iorque e ter garantido todas as regalias previstas pela convenção aprovada pela Liga das Nações participantes, ou seja, por estes mesmos que um dia assinaram acordo de fundação ou de participação.
Provavelmente o índio boliviano travestido de Presidente queria ter limusine para transporta-lo do Aeroporto Kennedy; hotel de altíssimo luxo com vista para a Baía do Rio Hudson ou vista para o Central Park; caviar nas horas vagas e uma dúzia de loiras americanas de seios enormes lhe massageando as costas nas noites eternas da Big Apple e o presidente americano rindo ao telefone e dizendo wellcome...wellcome...! O indiozinho sem vergonha, que se auto-intitula o “revolucionário boliviano”, mas que não passa de excremento mal aromático, facínora, vigarista e sem reminiscência, esqueceu também de se informar de muita coisa que compõe as regras da ONU. As Nações Unidas servem para ajudar os povos em missões de paz, ajudas humanitárias e promover pesquisas de desenvolvimento para países pobres ou em desenvolvimento e participa dela quem quer. Nenhum país é obrigado a estar presente em suas reuniões, mas todos que aceitem tais regras precisam estar ali por iniciativa coletiva e jamais para transforma-la em circo dos horrores.
Historicamente os povos mulçumanos radicais ou as nações fascistas, jamais apoiarão qualquer que seja o Presidente dos Estados Unidos e seus países parceiros comerciais ou aliados militares como Israel por um simples fato; os Estados Unidos, após a primeira incursão espanhola, foram colonizados por judeus e cristãos protestantes e estes povos fizeram fortuna e mesmo sendo uma nação jovem, com menos de 600 anos, eles elevaram o país a mais alta patente dentre os demais. Não é por acaso que eles são a primeira potência comercio militar do planeta e repito pela milésima vez; eles jamais verão seu povo sendo massacrado por outros povos sem nada fazer e isso causa indignação a muita gente louca, como Evo.
A quadrilha internacional de terroristas com Passaportes Diplomáticos e títulos de Chefes de Estados não tem liderança, mas tem um inspirador. Evo Morales, Hugo Chávez, Mahmuoud Ahmadinejad e Muamar Kadafi, dizem ver na figura de Fidel Castro, uma espécie de inspiração. O barbudo cubano que se encontra a beira da morte certa, sempre foi visto pelo resto do mundo como um provocador e resistente às inúmeras histórias de tentativas de lhe matar promovidas pelos EUA.
Pesam contra todos eles juntos, alguns dos mais horríveis crimes contra a humanidade, como cerceamento de liberdade de imprensa, genocídio, ditadura, manipulação de cortes jurídicas, tortura, escravidão e desrespeito aos direitos humanos, mas, muitos jovens, inclusive brasileiros, que lêem folhas inúteis que servem para enrolar peixe com nome de “jornal”, insistem em endeusar esta matula de depravados.
Evo Morales que pediu a mudança de endereço da ONU, deveria ajudar o mundo a combater o tráfico de drogas que serve ao seu país, a Bolívia, como fonte de renda ou analisar friamente que os atos de nacionalização das empresas de energia combustível que ele promoveu nos primeiros dias de seu mandato foram sim um estelionato, uma agressão a nações honestas que trabalham, investem em países miseráveis para ajuda-los e esperam no mínimo, os lucros destes investimentos, afinal de contas, temos que proteger o nosso povo e não doarmos o pouco que conseguimos para outras nações. Eles que trabalhem e façam o mesmo que nós!
Se já observamos calados nas décadas de 60 e 70 uma evolução de ditaduras militares espalhadas pelo mundo e principalmente na América Latina; com a virada do milênio, o que estamos acostumados a ver são nações elegendo lunáticos que ao invés de ganhar seu tempo discutindo em conjunto para uma melhor condição de vida para o mundo, perdem momentos importantes de suas vidas fazendo anarquias, palhaçadas e cenas patéticas numa casa tão honrada como a ONU, para sugerir bobagens e ridicularizar quem se encontra ali pelo objetivo sério. É assim que agem os diplomatas de Cuba e os presidentes da Venezuela, Bolívia, Irã, Líbia e Equador.
Eu tenho medo do futuro! Se o povo sem memória e sem cultura insistir em apoiar estes golpistas disfarçados, teremos em breve um sério problema que poderá não ter solução a curto e médio prazo, da mesma forma que muitas das nações esquecidas da África, perpetuam entre o descaso e a miséria e por favor, não me venha dizer os néscios dementes que isso é um problema de geografia pois eu afirmo ser um problema político. Se tais problemas fossem geográficos apenas, Israel não extraia água de pedras...
Reitero também pela milésima vez que não sou estadunidense, israelense, judeu, ateu, cristão, muito menos, possuo qualquer procuração de qualquer um destes, mas a palhaçada que vemos todas as vezes que se convoca reuniões da ONU já passou dos limites. O plenário da casa já não discute nada relevante há anos e sempre que se consegue reunir um bando de Chefes de Estado, aqueles que estão por mera ideologia social e humanista, se decepcionam e abandona o local para não se humilharem ainda mais.
Para tranqüilidade do resto do mundo, a sede da ONU ficará onde está, Evo Morales falará e fará inda mais disparates, mas seu apito surdo não ecoará nem mesmo em sua taba. Graças a Deus, ele é um cacique e não um Marechal ou um intelectual... Sequer o moço tem dinheiro e muito embora confie no petróleo dos outros, (como o petróleo de Chávez e Ahmadinejad), logo-logo ele saberá que o plano traçado por eles, inclui a Bolívia apenas como um número.
Graças a Deus por eu ser brasileiro e poder escrever um texto como este; poder publicá-lo em vários veículos de imprensa, pois se eu fosse iraniano, venezuelano, líbio ou cubano, estaria no mínimo, preso...
Manda quem pode, obedece quem tem juízo...

Texto e arte: Carlos Henrique Mascarenhas Pires
WWW.IRREGULAR.COM.BR
Foto: Juan Karita/AP
Imperador Dom Henrique I
Enviado por Imperador Dom Henrique I em 28/09/2007
Código do texto: T671651
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Imperador Dom Henrique I
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Imperador Dom Henrique I