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Baixou o facho




Parece que o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, baixou mesmo o facho. Foi só o generalato se reunir, confabular entre si sobre a cor e o cheiro do último discurso do ministro e tudo mudou. A Paz é boa e sempre bem-vinda!
Às vezes os improvisos que as falas oferecem e, do outro lado, as falas improvisadas nos põem em saias justas. Mas para uma autoridade do porte dele, esses improvisos são indigestos demais e podem causar estardalhaços. É melhor comedir-se e alisar as palavras antes de proferir o discurso. A força destas é grande demais.
Noutra oportunidade, eu cheguei a elogiar a Revolução de 64 (não os seus desmandos, mas o sumo daquela proposição cívica que alguns militares brasileiros tiveram a coragem e a ousadia de fazer.). Fui apedrejado com adjetivos mesquinhos. Nem liguei. Afinal, vivemos em uma democracia e há nela a liberdade de expressão. Expus o que pensava e ainda continuo pensando, para dizer de minha insatisfação com a falta de segurança a que estamos expostos nos dias atuais.
Se pusermos um marinheiro para tomar conta de um salão de festas, é bem provável que ele passe o dia a olhar saudosamente o mar. Eu não consigo entender o porquê de um ministro civil estar à frente de um ministério tão militar como o da Defesa. Confesso o meu receio e “as faltas” que isso me traz. Tomar conta e dar conta da defesa nacional é algo muito sério para sair das mãos das forças armadas. Seria muito bom se voltasse ao que era antes.
As nossas forças armadas se comportaram, além de patrioticamente vivas, diante de todas as mudanças pelas quais o país passou, desde a abertura política findada com o então General Figueredo. Não só acompanharam como deram o necessário aval para que essas mudanças acontecessem.
Não menosprezemos as “bravas vozes” que, nos quartéis, permanecem sobriamente caladas; elas jamais se quedaram frente ao que o olhar da defesa nacional viu. A América Latina está passando por modificações nem tão bem tragáveis. Há novos governos que têm usado discursos mal-educados para com o nosso país e, o que é pior, têm sido ajudados pelo governo atual. Há um socialismo diferente armando-se em nosso continente que precisa ser melhor seguido. Recentemente li um discurso queixoso de nossas forças armadas acerca da necessidade urgente de seu reaparelhamento. Não há dúvidas de que, na América Latina, somos o país mais forte e, é importante e, tremendamente necessário que isso cresça ainda mais para solidificarmos o nosso papel de admirável e manso líder da paz e do progresso.
Às forças armadas, o poder de administrar com zelo nossas fronteiras e todos os discursos que se digam à nossa segurança nacional. Nossos oficiais foram e continuam sendo preparados para esse fim. Por que pôr à frente de um ministério da Defesa um maestro de uma filarmônica? A César o que de César for!


Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 29/09/2007
Código do texto: T673120
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulino Vergetti Neto
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 59 anos
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Paulino Vergetti Neto

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