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LÓGICO, MAS SEM BOM SENSO

LÓGICO, MAS SEM BOM SENSO

Somos animais, assim como os pássaros e os macacos. Aliás, a ciência vem tentando provar que somos símios com “up grade”, que somos resultado de uma evolução que ninguém sabe dizer, de maneira indiscutível, por que nem como ocorreu. O certo é que, tal como os búfalos, as zebras, os leões, fazemos parte do mesmo grupo. No entanto, temos, diferente deles, características que nos tornam superiores, já que somos capazes de racionalizar os fatos, de construir pensamentos complexos, de nos comunicar em níveis mais altos. E é justamente nesse ponto do meu raciocínio “mais elevado” que não consigo chegar a uma conclusão que seja, realmente, lógica. Se dependemos todos das mesmas fontes de alimentação; se respiramos o mesmo ar, se bebemos água das mesmas reservas, por que, então, não agimos como eles (os inferiores) no que se refere ao nosso habitat? Parece-me que, nesse caso, é preciso pensar sobre o que é lógico e o que vem a ser bom senso.
Ao assistimos a um documentário sobre pássaros, por exemplo, vemos que eles são responsáveis diretos por transportar sementes que resultarão em novas árvores. Isso significa que eles renovam e expandem o verde do planeta. Essa atitude é mais do que lógica, é uma questão de bom senso: a alimentação e a moradia deles estão nas florestas. Além disso, com sua colaboração, esses seres “insignificantes” são capazes de deixar como legado aos seus descendentes um ambiente em que terão todas as condições de viver e de se reproduzir, sem dificuldades. A verdade é que preservar a mata é, para esses animais “inferiores”, uma questão de sobrevivência da sua espécie.
Por outro lado, lógica talvez seja o que nós, seres  “superiores”, tenhamos feito ao longo dos séculos ao causar a destruição deste planeta. Do alto da nossa soberba, envenenamos rios e mares, derrubamos matas, saturamos o ar com monóxido de carbono e outros gases não menos tóxicos, tudo sem a menor culpa. Afinal, fazemos tudo isso com base na mais pura lógica: se queremos progredir, não importa que precisemos destruir. E, para justificar essa caminhada insana do homem em busca de conforto e facilidades, há até os que citem uma frase famosa: “Os fins justificam os meios.”
Agora, estamos começando a pagar o preço de nossa prepotência, da nossa ganância, de nossa falta de bom senso. É aí que me pergunto: por que tínhamos de ser tão “evoluídos”?
Everton Falcão
Enviado por Everton Falcão em 30/09/2007
Código do texto: T675146
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Sobre o autor
Everton Falcão
Canoas - Rio Grande do Sul - Brasil, 56 anos
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