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FORMIGAS UNIDAS

          Há alguns anos passados, sentado em um banquinho no quintal lá de casa, pude observar um exemplo de união, que me deixou maravilhado. Pude ver uma aranha já morta, primeiramente ser visitada por algumas formiguinhas, que retornavam em seguida ao formigueiro e, depois o número das visitantes ir aumentando aos poucos, até que um número incontável de formiguinhas começou a sair daquele formigueiro, unidas, para realizar uma tarefa que através de uma comunicação entre elas, que jamais compreenderei, começou a surtir efeito. A tarefa seria a de arrastar o aracnídeo morto para dentro do formigueiro. A união e o esforço das formiguinhas levaram a aranha morta para a entrada do formigueiro. Mas a entrada do minúsculo buraco iria exigir agora das formiguinhas, um esforço ainda maior, já que o aracnídeo morto era bem maior que a entrada do formigueiro. Eu estava ali, atento ao fato de mais uma lição que a vida estava me ensinando. Pude ver então que após algumas tentativas frustradas das formiguinhas de colocarem a aranha morta para dentro, resolveram unir ainda mais as suas forças e, um número ainda maior de formiguinhas, empenharam-se na tarefa. Elas cobriram completamente a aranha e o número maior de formigas unidas, fortes e inteligentes, completou a tarefa com sucesso. A aranha morta foi introduzida à força para dentro do buraco, afinal onde há união, aliada à inteligência e à força, não pode haver resistência.
          Fico pensando às vêzes comigo mesmo e posso afirmar que o ser humano não é tão inteligente quanto afirma. Droga-se, fazendo da própria vida, uma droga. Valoriza um pedaço de papel impresso (o dinheiro) mais que tudo. Em nome desse pedaço de papel mata ou morre, considerando de pouca monta a própria vida e, a de seu semelhante. O ser que se diz inteligente, destrói a natureza, mesmo consciente de que depende dela para viver. O ser que diz inteligente constrói armas de destruíção em massa, gastando milhões de dólares com isso, quando poderia empregar esse mesmo dinheiro para saciar a fome de muitos que estão morrendo de fome no planeta. O ser que se diz inteligente, nega a existência do Deus que o criou, que o redimiu na cruz do Calvário e que o mantém. O ser que se diz inteligente é totalmente desunido e, comete loucuras que atestam a sua falta de inteligência. Talvez o ser que se diz inteligente, precise de um banquinho, de um quintal, de uma aranha morta e de um formigueiro, para aprender uma lição que eu aprendí, a lição de que não sou nada inteligente e, que inteligente mesmo são as formiguinhas que através da união conseguem todos os seus objetivos; aliás uma lição que eu já aprendí e, que a humanidade inteira precisa aprender.
Antonio Alves
Enviado por Antonio Alves em 06/10/2007
Reeditado em 08/10/2007
Código do texto: T683009
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Antonio Alves
Serra - Espírito Santo - Brasil, 55 anos
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Antonio Alves