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Trilhos do aonde


   Caminhamos sobre os longos e paralelos trilhos de aço.
Era dia ainda. A fugaz tristeza nos comoveu intensamente naquele entardecer demasiado quente e voraz da serpende em ferro e fogo, vindo em nossa direção. Balançou a vegetação lateral com tremenda força , velocidade e impeto dos progressos dos homens modernos; Soja.
   Corremos ao lado do trem. Seguimos nossos instintos e corremos; subimos em seu dorço quente e carregado de esperança leve, amarelada e triste. Apenas subimos .
   Por alguns segundos a vida não foi assim tão aspera, voraz ou morna como taciturna vida fora dos trilhos.
   Eramos animais sobre a fúria de se viver aventuras nas tardes   quentes do interior de nós mesmos; eramos alguns sobre muitos desafortunados cidadãos roubados pelo progresso dos trilhos.
   Talvez nunca mais seja secreto aquele trem. Talvez a soja tenha criado algum beneficio lá na frente, na próxima cidade, na próxima estação outonal...
  Lembro-me que naquela noite fez lua  cheia, e o céu, puro como nossos corações,  tornou-se nossa casa.
Douglas Oliveira
Enviado por Douglas Oliveira em 09/10/2007
Código do texto: T687260
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Sobre o autor
Douglas Oliveira
São Paulo - São Paulo - Brasil, 36 anos
32 textos (1509 leituras)
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Douglas Oliveira