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APARECIDA APARECEU MARIA!

Imaginemos que somos pescadores. Saimos pela madrugada em um barco muito simples, para uma pescaria no Rio que corta nossa cidade. Imaginemos também que o tempo é outro, ou seja, os rios ainda não estão poluidos, há vegetação ciliar e o melhor, ainda se tem a profissão de pescador de rios doces.

Pois bem, ressalta-se ainda que cabem apenas 03 (três) pessoas, Eu, você e mais uma outra pessoa, faz parte da imaginação. Então, não podemos carregar muitos apetrechos, caso contrário, o barco não suportará o peso. Levaremos o essencial - rede de pescaria, três varas e garrafas de água e café. Afinal precisamos de "pitar" um pouco, há muitos mosquitos, nada melhor que um cafezinho, como dizia minha Vovozinha, ajuda a fazer "boca de pito", confesso que nunca entendi muito bem, mas relevemos.

Tudo pronto. A noite é calma, a luz da lua é nossa fiel companheira a nos guiar, além da frequência irresoluta da correnteza, que com maestria e sem pressa vai nos conduzindo rio abaixo. Chegamos em um local em que se apresenta muito apropriado para lançar a rede. Ancora-se o barco e, não obstante, apronta-se todas as poucas coisas que trouxemos para essa nossa labuta, tendo em vista, que somos pescadores profissionais. Precisamos deliciar além do momento tranquilo e sereno, do dinheiro que os bons peixes poderão nos render.

O sol já está rasgando a opacidade da madrugada e, no entanto, ainda não pescamos nada. Como sou muito observador, olho ao meu lado, vejo você e a outra pessoa ajoelhados, com suas mãos unidas, rezando uma tal reza de "Ave Maria...". Esqueci-me de dizer, mas ainda há tempo, sou ateu. Acredito tão somente em mim mesmo.

De imediato, digo-lhes: que bobagem é essa? Acaso não pescamos nada a culpa é nossa mesma. Com uma tremenda tranquilidade Você me diz:
- Ora, estamos apenas pedindo a Mãe de Jesus para nos iluminar e demonstrar onde possamos conseguir alguns peixes, bem sabe que minha filha está doente e tenho que conseguir dinheiro para levá-la ao médico.
- Tudo bem, mas não apelemos para essa tal Mãe de Jesus, ousemos ancorar o barco em outro local, disse Eu, com toda a experiência de meus 15 (quinze) anos de pescador.
- Não, interveio a outra pessoa, tentaremos mais uma única vez arremessar a rede nesse local.
Todos concordaram. Eu já estava esperando o de sempre, sujeira e mais sujeira naquela nossa velha rede. Afinal, tem-se que ir com a maioria, neste caso eram dois contra um.

A rede foi arremessada. O sol já sem nenhuma timidez já estava praticamente à vontade, naquele céu enorme que tinha a percorrer naquele dia.

Bom, disse eu, já é hora caros amigos, de verificar essa sujeirada que irá sair. Meu amigo que estava com sua filha doente, apenas olhou nos meus olhos e, em seguida, olhou para o céu. Eu deveras não entendi. Mas começamos a puxar aquela rede. Mais que depressa eu falei: O que eu lhes disse, observem o peso dessa sujeirada! Está parecendo que vamos encher um caminhão de areia. É muito peso. Meus companheiros fizeram com que não estavam me ouvindo e, buscando forças não sei de onde, pouco a pouco, a rede se movimentava naquele espaço mais largo do rio. Eu também muita força fazia, embora já estivesse consciente de que viriam apenas sujeiras.

O que! Disse eu novamente, sem entender bem. Como pode? A rede veio lotada de enormes peixes. Não acreditei! Olhei para meus amigos e, como se eles também não acreditassem, estavam novamente ajoelhados ao chão! Não suportei, embora ateu, ajoelhei também. Então juntos, eu pela primeira vez, rezamos: Ave Maria! Cheia de Graças! O Senhor é convosco. Bendita sóis vós entre as mulheres e Bentido é o fruto de Vosso ventre Jesus! Santa Maria! Mãe de Deus! Rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte, amem!). Pela primeira vez, digo novamente, rezei. Como foi tão bom! Inexplicável. Daí nos propusemos a separar todos aqueles peixes e, como um mistério, no meio de todos aqueles peixes, uma imagem de Nossa Senhora, Mãe de Deus! Gente, milagres existem! Como pude ser ateu durante todos aqueles anos de minha mísera vida, fiquei a me perguntar.

Perguntas sem respostas foram formuladas por nós três. E naquele dia, 12 de outubro, ficou deveras marcado para mim, e por você e a outra pessoa. Não à toa éramos três e o dia 12. Ora, separando o número 12 e, fazendo sua soma, resulta em 03, isto é, 1 + 2 = 3. E também não podemos nos esquecer da Sagrada Eucaristia: Pai - Filho -Espirito Santo, são três que se formam um único e poderoso Deus.

E nesse dia 12 de outubro de 2007, imaginemos portadores dessa singela história que, inexoravelmente, se fez presente na vida de outras três pessoas outrora. Redundando, por conseguinte, o nome da Cidade de Aparecida em São Paulo. Onde até hoje, está a imagem pescada, melhor, presenteada aos três pescadores.

Bem dito é o brocardo popular: "tá estressado vai pescar", mas pesquemos a fé presente em todos os cantos desse nosso mundo, inclusive numa pescaria.

E para finalizar a história, a filha do pescador que se encontrava acamada, milagrosamente ficou sarada, assim que olhou a imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Clovis RF
Enviado por Clovis RF em 10/10/2007
Código do texto: T688835
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Sobre o autor
Clovis RF
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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