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LIMPAR A POLÍCIA


LIMPAR A POLÍCIA

"Os edifícios construídos em nome do progresso são ridículas gaiolas. “Ali os homens se trancafiam e, num paradoxo milagroso, se isolam vivendo na multidão”. (Neimar de Barros).


A polícia não é suja e nem precisa de limpeza. O termo pejorativo, mesmo entre aspas, mostra a condição de nosso governador  perdido sem saber o que fazer. Se a Polícia e a Segurança Pública passam por momentos angustiantes o governo tem sua parcela de contribuição. A mídia cearense parece “Maria vai com as outras”, gosta de um furo furado, que não está escrito em nenhum gibi. Esse termo limpeza, além de pejorativo é discriminatório. Não concordamos com ações violentas e que qualquer ser humano deva ser respeitado. Esquecem os midiáticos que o brasileiro lá fora e inclusive na própria Espanha é discriminado. Que digam Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos entre outros atletas que atuam naquele País.  Em todas as profissões existem os bons e os maus profissionais, se essa assertiva não tivesse respaldo o mundo não sofreria com tanta violência. “Nos últimos dois meses, em Espanha, as agressões cometidas por adolescentes contra os (sem-abrigo) ou imigrantes repetiram-se nos motivos - simples diversão ou xenofobia - e aumentaram de número. Desde o início da década de 90 que os delitos realizados por menores têm vindo a crescer entre 1992 e 2002 as ocorrências registradas duplicaram, representando 11 por cento do total das queixas. Mas a agressão a um mendigo em Ayamonte, no início deste mês, e o caso de uma sem-abrigo queimada viva em Barcelona, em Dezembro, alertou a opinião pública para a violência gratuita deste tipo de ataques”. Os problemas de lá são os mesmos de cá. Senhor Governador ao invés de ‘limpar’ a polícia veja com seus assessores como vivem os policiais militares e civis. Faça um serviço de assistência social voltada para o homem e sua família. Quantos policiais morreram no estrito cumprimento do dever legal? Já procuraram averiguar como estão as famílias dos policiais mortos? Vivendo de miséria, pois quem quer segurança eficiente tem que investir e gastar dinheiro. Só se faz uma segurança quase perfeita investindo e muito. A operação tapa buraco e a troca de seis por meia dúzia na polícia não surte efeito.

“Faltavam cinco dias para o Natal de 2005. Nas imagens divulgadas pela polícia espanhola, e obtidas pela câmara de vigilância de uma caixa multibanco. Não se vê as chamas, apenas um clarão quando os três jovens de Barcelona, depois de lançarem gasolina sobre uma sem-abrigo que ali entrara para se proteger do frio, lhe ateiam fogo com um fósforo. Pouco depois de entrar no hospital, a mulher, Maria Rosario, 50 anos, morreu”. Se a polícia precisa ser ‘limpa’ como afirma o jornal o Povo de 11/10/2007 – o que dizer da grande parte do judiciário, do legislativo e do político. Talvez estejamos errados, mas o que se nota é uma parcela da mídia, CSF ( cega surda e falsa). A mídia marron predomina sobre as demais. “Os três rapazes - dois deles com 18 anos e um com 16 - foram capturados dias mais tarde. Um adolescente, que os tinha acompanhado em outras ocasiões, disse "Sabia que podia acabar assim", referindo-se aos meses em que agrediram e roubaram mendigos e imigrantes apenas para se divertirem, gravando tudo com as câmaras dos seus telemóveis. "O que eles mais gostavam era de urinar-lhes em cima." Depois iam para um cibercafé e, usando a tecnologia dos seus telemóveis, distribuíam as imagens pelos amigos através da Net”. Ócio e falta dos pais. Segundo os especialistas que têm estudado o assunto a violência gratuita, enquanto diversão e filmada em telemóveis, surge como resultado da ausência dos pais. Do excesso do tempo de ócio, da cultura permissiva, dos habituais mecanismos de afirmação entre jovens, que costumam definir a sua personalidade por oposição aos adultos através de atos de rebeldia, embora agora com outros instrumentos - telemóveis, Internet. Os imigrantes e sem-abrigo são alvos fáceis e, para os jovens, inumanos, desnecessários, por isso, susceptíveis de receberem castigos sem que isso origine culpa nos agressores.
Os polícias que apanharam os três agressores da mendiga de Barcelona, passaram alguns dias no ciber café freqüentado pelos jovens e perceberam a quantidade do tráfico desse tipo de imagens, bem como a facilidade e rapidez do processo. Basta chegar à escola de manhã, apontar um telemóvel a outro e, com a tecnologia Bluetooth, sem necessidade de fios, passarem os filmes ou as fotos. Numa entrevista ao jornal 20 Minutos, o pai de um dos jovens de Barcelona disse "Julgo que foi uma brincadeira que acabou em tragédia. Creio, no entanto, que estão conscientes do mal que fizeram. São miúdos modernos, de uma geração muito permissiva, que tiveram tudo. Talvez não tenhamos sido bons pais. O meu filho castigou-nos. Sinto-me um fracasso como pai."Nem tudo é céu na Espanha de Torquemada. Hugo Gonçalves correspondente em Madrid conta em detalhes as ações violentas de espanhóis. É certo que um “erro” não justifica o outro, mas não seria justo jogar uma instituição a execração pública, chamando seus integrantes de despreparados, corruptos, participante de grupo de extermínio e outras acusações que não é bom nem tocar. “Por Gabriela Calotti MADRI, 5 Mar (AFP) - A situação das mulheres espanholas alcançou níveis excelentes na política e em relação à participação nas Forças Armadas; entretanto, o mesmo não ocorre em termos de igualdade no emprego. Já a violência doméstica é considerada no país uma verdadeira tragédia, apesar da legislação sobre o assunto. Nos primeiros meses deste ano foram registradas 15 mortes de mulheres, vítimas dos próprios maridos ou companheiros e antigos parceiros - um número que chegou a 68 no ano passado”.
 "A quantidade trágica de mulheres mortas por seus companheiros é uma boa razão para nos esforçarmos e prevenir, conscientizar e ajudar as vítimas, e isolar e punir os agressores, afirmou meses atrás à vice-presidente do governo, Maria Teresa Fernández de La Vega. Aumento da violência nas escolas reflete crise de autoridade familiar. Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo fato de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores. Os participantes no encontro “Família e Escola: um espaço de convivência”, dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, considera que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os
menores recaia nas escolas. “As crianças não encontram em casa a figura de autoridade”, que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater. “As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contatam é a televisão, que está sempre em casa”, sublinhou. Alguém conhece essa frase: "Fora, fora - fora, a bandeira espanhola!”“: violência policial contra a dignidade galega na Corunha. A Polícia espanhola carregou violentamente por duas vezes contra a concentração anti-espanholista. Primeiro nas redondezas do Hotel Riazor, deixando várias pessoas feridas, entre elas uma jovem militante de BRIGA que foi conduzida ao hospital com contusões num braço. Minha gente a violência está dominando o mundo devemos cultuar a paz e não ficar jogando a população contra as instituições. Se elas não estão dando conta do recado os culpados maiores são as autoridades que estão na cabeça, no ápice. O comando maior da segurança é o governador do Estado, assim como, o presidente da República é das forças armadas. Lá foram os brasileiros são conhecidos com ralés da sociedade. Sofrem e os Direitos Humanos nada fazem por eles, muitos vivem ilegalmente fora, porque aqui passam fome e não têm empregos dignos.


ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ACADÊMICO DA ALOMERCE


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Enviado por Paivinhajornalista em 11/10/2007
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Sobre o autor
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Fortaleza - Ceará - Brasil
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