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Homens de gelo

   Percebe-se facilmente que o altruísmo é prática demodê (não apenas no Brasil) e considerado, por parte da maioria, leviano.
   Na desesperada busca por fortunas cegas (elo perdido?) o homem ao lado torna-se um "inimigo em potencial". Ao cruzarem-se, em ruas movimentadas, ao menos trocam olhares de retidão mutua. O contrário: Esbarram-se em silêncio melancólico; atropelam-se com pressa em buscar suas pequeninas tarefas individuais.
   Talvez (talvez!), em outros tempos, não muito distantes, pessoas desenvolviam melhor sua convivência inevitável dos grandes centros urbanos. Cumprimentava-se um desconhecido em qualquer lugar que fosse, por educação ou apenas, prazer em estar vivo?
   Hoje tudo é frio: Os olhares, os gestos, a comida, as mulheres (não todas), as ruas, os bares, os contatos...  Tudo é frio e demodê, menos a ganância...
   Por não julgar nego as razões. Digo apenas (em pensamento) que participo de um seleto grupo de pessoas que não tornaram-se vitimas da avidez desenfreada de muitos (quase todos?) semelhantes meus.
   As condições artificiais que a massa pratica não saltam aos olhos de homem simples e apaixonado por obras de Deus. Mas é claro, que as outras pessoas são importantes agentes motivadores ao deleite de minha discréta existência teimosa e contínua, quase desesperada, por não entender o sequaz modo de se viver nos dias atuais.
Douglas Oliveira
Enviado por Douglas Oliveira em 15/10/2007
Código do texto: T695148
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Sobre o autor
Douglas Oliveira
São Paulo - São Paulo - Brasil, 36 anos
32 textos (1507 leituras)
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Douglas Oliveira