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O Céu daqui ficou lindo!




Eu costumo pensar de várias formas, ou de formas variadas como preferirem, porque muitas vezes prefiro que os outros prefiram os termos com que falam de minhas preferências, e uma coisa que bato o pé, não sei se por personalidade ou se porque já vi em algum filme, é de que você só conhece realmente algum lugar se você já passou por várias situações nele, e já ficou um dia inteiro nele, é sim, 24 horas total, e o ponto mais crucial desta regra alucinógena: você tem de ver anoitecer, e amanhecer neste lugar, não necessariamente no mesmo dia, mas algum dia tem de acontecer isso e grafar no seu pensamento, pra realmente constituir a credencial da alma naquele lugar. E quando falo de todas as situações, são todas as situações mesmo, obviamente que algumas exigem um maior limite do fato, considerando que você nunca vai passar por muitas situações em um necrotério, jamais vai ser convidado ou fazer uma festa de aniversário lá... Se bem que para algo temático seria interessante... Deixa quieto!
Então dentro de minhas crenças, criadas por mim mesmo (isso que eu acho o máximo, crio minhas próprias regras, as vezes as quebro lógico, mas as crio e com fundamentos e princípios que sabe o criador de onde vem....) conheço poucos lugares, mesmo porque fico entediado fácil em lugares pequenos, adoro lugares grandes, bem eu sou grande e dizem que isso é normal para pessoas grandes, tá aí mais uma crença, porque você fica a quilômetros de um ponto no outro, e vê ele mudar, apesar da mesma estrutura, mesmos idéias, aquele ponto é diferente daquele outro no mesmo lugar. Sentir o som dos lugares, a sua comunicação para conosco, porque o que as vezes me frustra é de que os lugares, as construções são tão grandes e elas não falam, não pensam, não se comunicam, não tem alma.  Poxa, então pra que existir? Pra seres humanos usufruírem... Ah, este já o propósito de tanta coisa que chega! Já somos muito folgados, usufruímos de muito, e a verdade é que eles falam sim, sentem, têm alma, coração, a gente que as vezes é meio insensível e não vê, no entanto nada deve mudar, porque mais uma de minhas crenças, embora tenha dúvidas desta, é de que a natureza é perfeita como é! Então...
Conheço poucos lugares, casas de parente, que já amanheci, anoiteci, minha própria casa, porque penso ser uma ignorância e desumanidade tremenda alguém nunca passar a noite acordado dentro de sua própria casa, e jamais ver o por do sol de algum lugar dentro dela.
Também cheguei a conhecer outras particularidades, hospitais, cemitérios, amanhecer em cemitérios é muito confortante, livrarias, bibliotecas, shoppings, e no clássico: a praia, que também quem nunca o fez é cometer desumanidade e imprudência com o código oculto de uma vida boa.
E que não que fosse minha vontade, mas já que estava de fronte e sem escolha, vi o sol ir embora sentado no laboratório de informática da faculdade, pela janela aberta vi a mais bela peça de teatro do mundo, que se ensaia todos os dias, a céu aberto ( literalmente), ele mudou de cor, ficou rosa, azul, as nuvens andaram de forma diferente, aquela coisa inexplicável, e depois dizem que a minha universidade não tem alma, ah, para né!
Então inspirado nisto, escrevi este texto e você o leu, obrigado...
Quando tiver oportunidade faça isso, veja o sol se por de onde vi, porque é lindo, lindo!


Douglas Tedesco – 10/2007

Douglas Tedesco
Enviado por Douglas Tedesco em 16/10/2007
Código do texto: T697107
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Sobre o autor
Douglas Tedesco
Tijucas - Santa Catarina - Brasil
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Douglas Tedesco