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Dia das Mães
Vou escrever hoje em homenagem ao dia das mães, relatando um fato que ocorreu num dia muito especial para mim e para a mamãe.
Eu devia ter uns cinco anos de idade, quando morávamos em Jaú, na rua Rui Barbosa às margens do rio Jaú.
Aos seis anos já estaria morando na casa da Rua Governador Armando Salles.
Era uma casa pequena, mas confortável, e a lembrança mais forte que fica é a proximidade do rio.
Na parte funda da casa havia uma espécie de lavanderia que dava para uma escada muito alta, toda em madeira que descia para um quintal que ficava em um plano há cerca de 20 metros abaixo do nível da casa. Em torno deste quintal havia uma cerca de madeira, com extremidades apontadas; feita para separar esta área da casa do barranco do rio.
Na época éramos a Lígia, Sílvia e eu. Acredito que nesta época Papai e mamãe não imaginavam que ainda viriam mais três filhos, podendo fazer um time de vôlei.
Talvez para intimidar-nos com o perigo do rio, mamãe contava uma história de que um garoto gostava de chamar pelos pais, como se estivesse se afogando, de brincadeira, e que no dia que isto ocorreu de verdade, os pais não acreditaram e o menino afogou-se nas águas do rio.
Mesmo com tudo isto, a minha diversão predileta era brincar à beira do rio. Um dia destes, posicionei-me debaixo da ponte para  jogar  pedras no rio e quanto maior a pedra, mais divertido ficava, até que uma hora joguei uma tão  grande que ela me carregou junto para as águas do rio.
Lembro-me de gritar o mais forte que podia. E fui ouvido.
Não era um rio muito fundo, talvez perto de um metro de profundidade, mas logo a seguir tinha uma queda de vários metros que poderia ser fatal até para um adulto. A mamãe desceu aquela escada sabe-se lá como e pulou a cerca pintada de verde claro num salto, cerca que tinha mais que a sua altura. Até hoje ela não sabe como conseguiu fazê-lo, me tirando do rio. Uma superação que em uma situação normal jamais seria alcançada. Lembro-me de que uma das ripas da cerca foi quebrada na sua passagem.
Foi uma prova de amor que recebi naquele dia e que guardo comigo até hoje.  Aprendi o que uma mãe é capaz de fazer e quanto pode superar-se para socorrer um filho. Muitas outras vezes na minha vida eu precisei de socorro e ela sempre me atendeu e deu vários exemplos de superação, como agora, quando, apesar da saudade do papai, ela segue firme com a sua vida, para a alegria de todos nós, dando uma lição de amor e de vida.
É inigualável o amor de mãe e o que pode ser obtido.
Sei que a mamãe será uma das primeiras a ler este texto e quero prestar aqui a minha homenagem a ela. Peço a Deus que ela possa estar conosco por muitos anos nos dando amor e continue a nos dar seus exemplos de superação.
Parabéns mamãe,

Lú,
08/05/2005
luiz peixoto
Enviado por luiz peixoto em 10/11/2005
Código do texto: T69826
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Sobre o autor
luiz peixoto
São José dos Campos - São Paulo - Brasil, 63 anos
26 textos (2004 leituras)
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luiz peixoto