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Educação versus politica

                               

                     Educação versus política

                                                                                                            Eu sou uma educadora, as palavras respeito, comprometimento, honestidade são minhas armas de mudança. Ter respeito é honrar, possuir consideração; não causar dano. Porém, quando se esconde a verdade ou se pratica a omissão para obtenção de favorecimentos de alguma forma, mostramos consideração e não causamos danos às pessoas em que acreditam em nós? Também não é dizer que ama o povo, mas não lhes dá condições de uma vida digna, cobrando menos impostos, propiciando uma educação real e não um amontoado de leis feita por burocratas que nunca entraram numa sala de aula.  De que maneira se pode propiciar uma educação, cidadã, emancipadora, crítica e outros adjetivos bonitos, mas, virtuais num país em que se pratica uma moral elástica que se estende e se modifica, dias após dia, dependendo dos interesses da classe política. E poeta Cazuza já cantava: “Meu partido é um coração, e as ilusões, estão todas perdidas, os sonhos foram vendidos... ideologia, eu quero uma pra viver..." Assim estamos na política.

            O comprometimento é obrigar-se a assumir responsabilidade, compromisso. Porém, tudo isso se torna inútil, num país em que os piores exemplos vêm do andar de cima, como a bsolvição de Renan Calheiros, em que as pressões, traições e conchavos políticos se sobrepuseram à sociedade que enojada exigia a cassação do presidente do Senado. Porém, a força social foi em vão... Então, os educadores podem exigir responsabilidade e compromisso dos alunos, dos pais dos alunos ou mesmo das instituições a que pertencem?   Como acreditar que ser comprometido e possuir responsabilidades o fará melhor em sala de aula, quando na maioria das vezes, a sua postura o afasta do restante das pessoas já anestesiadas e mais propensas ao movimento “Cansei".  E o poeta Zé Ramalho já cantava: “Vocês que fazem parte dessa massa, que passa nos projetos do futuro, é duro tanto ter que caminhar, e dar mais que receber, e ter que demonstrar sua coragem, a margem do que possa parecer, é ver que toda essa engrenagem, já sente a ferrugem lhe comer..." Assim estamos na política.

               Honestidade constitui-se em ser honrado, decente, digno entre outros adjetivos que levariam os adolescentes a grandes risadas, se levássemos para uma sala de aula.  Nesse mundo político em que ser honesto é uma exceção, pois mentir, dissimular e levar vantagens em tudo se tornou uma regra geral. Os termos como: o respeito, o comprometimento e a honestidade, somente existem na virtualidade dos dicionários, pois na praticidade das rotinas políticas foram se perdendo... Então, como, o professor, uma raça em extinção, vai continuar? E o poeta Renato Russo já “cantava:” Nas favelas, no senado, sujeira pra todo lado, ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação...  Que país é este?Assim, estamos na política.

                              Sou professora de literatura
                                     20/09/2007


                                         
                                               


Marisa Piedras
Enviado por Marisa Piedras em 20/10/2007
Reeditado em 10/02/2008
Código do texto: T702490
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Marisa Piedras
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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Marisa  Piedras