Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Remember






Interessante como  despertei para uma coisa que estava todo tempo ao  meu lado e me passava despercebida. Com isso não aproveitava  esses preciosos momentos e por que não dizer raros momentos.
As pessoas falam poesias em conversas coloquiais sem  perceber. Se estivermos atentos e com nossos “sentires” aguçados poderemos assim captar, produzir, e publicar algo de útil para o deleite de todos. Uma frase aparentemente inocente  dita pelo interlocutor pode torna-se um belo poema. Há poesia a nossa volta  até no concreto cru. Certa feita, da janela do meu quarto, percebi a força de vontade de  uma flor que nascia na escada de concreto armado, nascendo assim o poema Poesia Concreta.
Sou a vontade do mato verde
Que teima em nascer
No chão de concreto nu.
Em uma noite qualquer sentado na área externa do prédio,  distraído observava o retorno das pessoas do  trabalho para suas casas quando fui abordado por um amigo.
- Como  vai você Gutemba? Tudo na normalidade? – perguntou-me Edinho sentando-se ao meu lado querendo um dedo de prosa.
Olha rapaz!- Olhando este povo sofrido passar acabei sentindo o quanto estamos mal  no geral.
- Esquenta não cara! – Hoje quem comer uma vez no dia  deve por o joelho no chão e rezar.
Foi como um estalo. Percebi ali que o amigo tinha acabado de falar poesia nas entrelinhas sem intenção. Juntei  isso á lembrança quando via todas as pessoas entrarem na fábrica olhando para o alto observando os vasos, reatores e torres,  não olharem o chão coberto de tantas flores. Com um lápis e um papel branco nas mãos, corri  para tecer os versos do belo poema VIDA abaixo transcrito. Aproveitei  o mote e  dediquei o poema à amiga Tavinha residente em Natal no Rio Grande do Norte pela passagem do seu aniversário.
Vida

Quando acordares, estejas no teu MELHOR EU.
Tens o orvalho da manhã que te cobre o rosto;
Tens as flores do teu jardim que te imploram
-Por favor, olha pra mim!
Tens o sol que te ilumina e nada te limita o gozo.
Junte as palmas das mãos,
Alça as mãos para os céus
REZE.




 
Poeta Dos Ermos
Enviado por Poeta Dos Ermos em 21/10/2007
Código do texto: T703946

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Cite o nome do autor). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Poeta Dos Ermos
Salvador - Bahia - Brasil
123 textos (5404 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/10/17 18:52)
Poeta Dos Ermos