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A nova de Noé

  "Estamos todos no mesmo barco(?)". Acho que ouvi, um dia, esta (a)batida frase de algum desconhecido ecologista e/ou renomado cientista(..).
  E acho graça, porque também acho que as fronteiras delimitaram isso: Este senso de Humanidade, por assim dizer!
  A questão é antiga; muito embora este modismo último de se adotar crianças de continentes(?) fodidos(.) seja uma boa! Pois vê-se alguns beija-flores um tanto quanto mais corados!
  Abro agora espaço (embora desnecessário) para uma já opulenta moral, que sequer toca, por exemplo, um cinema que nos representa!!
  Ora, vejam... Se vez em quando, feito um cão a ladrar no ouvido mais puritano, solto um palavrão em verso, por que não fazê-lo em prosa? Que bispo irá me crucificar?!
  Hunf! Isso até me faz lembrar uma boa conversa que, certa vez, tive com uns camaradas:

  - Imagina que eu vou deixar um filho meu escutar um boca-suja numa peladinha dessas da vida?!
  - Pois tape os ouvidos do moleque!!

...Se bem que o mp3 está aí para isto, acredito...
  E é assim: Tapem os ouvidos ou façamos como fizeram com um poeta de Setúbal (e ainda fazem):

"E eis Bocage, em que luz algum talento;
Saíram dele mesmo estas verdades
Num dia em que se achou mais pachorrento."

Em vez de (simplesmente):

"E eis Bocage...

...em que se achou cagando ao vento."

Bom, afora uma fugacíssima cacofonia (-chou ca-), ponho-me agora a pensar a respeito: "Seguindo os heróicos de seu talvez(?!) mais aclamado mestre, o grande Luís Vaz de Camões, que também teve das suas topadas (para esta época infeliz) - 'Al/ma minha/ gentil, que te partiste' - e a inexistir o gerúndio em Portugal, como seria o original?!"
  .....................................................
  Pois sim! De uma coisa fico certo: O verbo (sem, por Deus, obrar um diarréico moralismo) estava lá!!
  Vá, Elmano riria disso!
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  Tremenda coincidência ou não, deixando agora um pouco de lado a poesia, recordo que, na mesma conversa dos futuros niños, enveredei pelo pensamento que, desta vez, nesta crônica, feito cão, não só a ladrar, mas a morder, soltarei:

  - Votar meia família?!
  - É.
  - Parabéns, mais funcionários fantasmas... AH, que bom...
  - E daí, quantos não fizeram?! Quantos não fazem?!
  - Mas claro! (figurante A)
  - U-hu!! (figurante B)
  - Eu é que não vou ser besta!
  - Minha cara... - E daqui, um fundo suspiro: - Imagine-se atirando em um cubículo de metal...  A bala, um dia, obviamente pega em você!
Pois de que vale?! De que vale ter um carro zero, se a verba que foi desviada, por exemplo, da Segurança, faz com que um bandido atire na tua cara ...muitas vezes, só pra levar a tua bolsa?! Ou faz com que um parente teu morra na porra de uma fila de hospital?!
E isso o que é, senão a bala que te acerta?!

Logo após, fomos todos beber!
  ........................
  Fim da crônica?! Imagina! Pois quero agora par(')odiar Pessoa ( - Ou, de novo a poesia?!):

"Cientistas e ecoligistas gritaram recentemente:
'Estamos todos no mesmo barco.'
Quis sempre para a minha terra a ferocidade,
O ímpeto que se vê jorrar desta frase!
Pois criar, já crio; e a outra parte à vida
Registro."

Pois que fazer?!
  ......................................
  Hm... Agora, sim, é o fim!


a 05/05/07
Luciano Almeida
Enviado por Luciano Almeida em 23/10/2007
Código do texto: T706071

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Sobre o autor
Luciano Almeida
Teresina - Piauí - Brasil, 37 anos
957 textos (39334 leituras)
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Luciano Almeida