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Vaso sanitário


Aderbal chega em casa do trabalho passando mal após ter batido aquela feijoada após o expediente. Corre para o banheiro, dá aquela aliviada e dá a descarga, mas o cheiro, é claro, não é dos melhores. Sua esposa entra no banheiro logo após e ao sentir o odor, dá a descarga de novo. Enquanto faz escova na palha, digo cabelo, ela ainda acha o cheiro horrível e dá a descarga mais uma vez.
- Que droga Aderbal! Comeu urubu?
-Ah para de frescura e dá logo outra descarga.
-Já dei. Não adianta.
-Adianta sim.
Aderbal levanta-se vai até o banheiro e dá aquela descarga prolongada.
- Tá vendo? Não adianta o cheiro continua.
- Que quer que eu faça?
- Sei lá... dá o teu jeito.
E Aderbal puxa a descarga de novo.
Chega Ermenegildo, o filho adolescente.
- Nossa que cheiro horrível! Entupiu a fossa?
- Que nada foi teu pai no banheiro.
E a mãe dá mais uma descarga.
- Já é a centésima vez que dou descarga e esse cheiro não acaba.
Como todo adolescente é um especialista em assuntos fecais, Ermenegildo sugeriu uma vela.
- O que fede não são as fezes e sim os gases, acenderemos essa vela e esse cheiro passará em dois tempos.
- Duvido! Disse a mãe.
- Para de palhaçada mulher. Até parece que caga cheiroso.
Ermenegildo acende a vela.
- Que isso? Vai fazer macumba pra passar o fedor? (Perguntou o pai)
- Não o fogo queimará o gás e o cheiro vai embora. Viram, já tá melhor. Agora vou tomar meu banho.
- Isso meu filho, a janta já tá quase pronta.

No meio do banho acaba a água.

- Esse Ermenegildo pode até entender de merda, mas não sabe nada sobre economizar água.
Anildo Gonçalves Pinto
Enviado por Anildo Gonçalves Pinto em 19/03/2005
Código do texto: T7064
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Sobre o autor
Anildo Gonçalves Pinto
Nilópolis - Rio de Janeiro - Brasil, 43 anos
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