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Amor desaprendido

Quando as aves cegas e noturnas voarem sobre vasos de rosas de crepom,  cubra-se.Aqueça-se nas metáforas,  ausente de você o frio pequeno destas estações confusas. Mantenha o crepúsculo e o primeiro amor dentro do peito, inesquecível como o primeiro e o último  beijo.Olhe a estrela e imagine um planeta de folhas mortas prateadas, procure sob elas o amor desaprendido, recolha-o, e veja que diariamente a vida nos solicita a viver, e só se vive uma vez, amar muitas, e se o esquecermos sob alguma folha morta, só nos restará viver... sem amor.Temos que aceitar e querer e viver e amar muito, portanto olhe para o dia vindouro, mantenha mais incerta a tristeza, menos escura a noite, aqueça a indiferença. Bastam duas paginas de um livro para termos, eterna a eternidade em nós.Dorme em seu coração proibido, antes que batam as derradeiras badaladas da noite, e volte para casa sem jamais ter sido, Cinderela, princesa de contos de fadas, herói dos sete mares, galã de novelas... nem feliz Dispa-se do dia, banhe-se no orvalho  da noite, acalente-se no sono, que te desperte a vontade de despertar .Sinta-se disposto, valente, lutador, guerreiro imbatível da vida.Que se afasta como um barco de papel balançando sobre as ondas rumo ao não sei onde,  e estará inteiro, pleno, capaz e indefeso como um mito.
 Carlos Said
Dias de Sampa
Recanto
Carlos Said
Enviado por Carlos Said em 24/10/2007
Reeditado em 19/11/2013
Código do texto: T708514
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Carlos Said
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Carlos Said