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Não estou vendo!

Há algumas semanas atrás eu estava com conjuntivite, como se não bastasse o onda de coisas boas quebrei meu óculos de sol que até então sempre foi a minha salvação, pois ando de moto, e não consigo usar a bendita viseira, pois então, consegui quebrar meus óculos e agora estou dirigindo sem óculos, o que esta bem complicado de uns dias para cá, pois tudo que é pedra ou sujeirinhas que ficam nas ruas voam direto para os meu olhos. Por quê? Sei lá, acho que tem algum tipo de imã nas minhas pupilas. Por este motivo devo informá-los que estou confiando exclusivamente nas minhas parcas aulas de datilografia para crônica sem cometer erros.

Explico: fui ao oftalmologista e estou com as pupilas dilatadas, portanto não estou enxergando a tela do computador.
 
Ou melhor, a tela até enxergo, mas não consigo ler as letrinhas. Espero não ter digitado nenhuma palavra errado até aqui.

E já que toquei no assunto, prossigo com as mazelas oftalmológicas.
Nunca imaginei chegar a este ponto, sempre enxerguei perfeitamente.
Então, de uns dias para cá dirijo sem muitos problemas, a não ser quando tenho que ir a algum lugar que não conheço.

Nessa circunstância conseguir ler as placas das ruas se torna uma aventura e tanto. Ah, sim, não uso óculos e nem lentes de contato. Sou um pouco relaxada comigo mesmo.

Mas isso tudo esta me cansando, então resolvi procurar a tal da oftalmologista. Inclusive ultimamente tenho freqüentado diversos médicos. Tenho que dar um jeito no meu corpo em frangalhos. (Quando eu voltar a enxergar prometo que conto minha passagem pelo neurologista).

A mulher que me examinou os olhos parecia ter saído dos contos de Poliana. Tudo o que ela via nos meus olhos era “excelente”, “muito bom”, “perfeito”. Ela manipulava as máquinas onde minha cabeça estava encaixada como se estivesse colhendo flores do campo numa linda manhã de sol.

Se tudo está excelente, muito bom e perfeito, por que diabos eu não enxergo direito?

Fiquei um pouco irritada com a doutora, por isso não perguntei muita coisa. Ela escreveu e escreveu num daqueles receituários, me entregou e fui embora. Mas ainda não sei o que meus olhos têm porque ainda não consegui enxergar o que está escrito no maldito papel.

E já faz quase doze horas que dilataram a minha pupila e a desgraçada ainda não voltou ao normal.

Vou pedir para alguém revisar este texto antes de publicá-lo. Escrevi com o monitor desligado para não irritar a vista.
Tati Picon
Enviado por Tati Picon em 26/10/2007
Código do texto: T710848

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Sobre a autora
Tati Picon
Londrina - Paraná - Brasil, 32 anos
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Tati Picon