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Por que mudou?




Tantas coisas estão diferentes. Impressionam-me quadros que desapareceram do cotidiano de nossas ruas, do barulho que faziam e da cor partidária que mostravam, com os antigos militantes do PT enchendo as praças, as portas das fábricas, principalmente do ABC paulista e  as outras ruas deste imenso Brasil. Eles traduziam uma colorida insatisfação com as ações de todos os governos anteriores a este que aí está. Por que esses quadros mudaram? Onde estão eles agora? Empregados? Satisfeitos? Ou estrategicamente calados para não se exporem ao contra-senso de dizerem as insatisfações doutros que não deles próprios?
E quando o PT deixar esse governo, quero ver como se comportarão as crias do Lula. É por isso que chamam este país de “país da piada pronta”. Para mim, esse silêncio é parcial demais e chega a ser até injusto, uma vez que palavras há que, de tão plenas de insatisfação, podem ser ditas pelas bocas barulhentas do passado ainda tão próximo  de nós. Não andam tão desejosos de deglutir o resultado dos palanques vermelhos, do discurso que não vingou, dos contra-sensos que hoje passaram a ser axiomáticos para esse mesmo grupo.
O Presidente Lula redesenhou o seu palanque e reconstruiu a sua história política. Quem te viu, quem te vê! Não existe mais mentira estapafúrdia porque senão eu escreveria algumas aqui. Hoje tudo é possível de ser feito após vencerem-se eleições no Brasil, até a gente ver ministro discutindo ao vivo e em cores na televisão e em horário nobre – por sinal, ministro escolhido pelo próprio presidente Lula!
Eu vi, recentemente, em uma visita de cortesia feita pelo Presidente Lula à Academia Brasileira de Letras, uma sua foto ao lado do presidente daquela casa , o imortal Marcos Vilaça. Deu-me um calafrio na alma. Havia uma coisa estranha, disforme, anacrônica! Se eu fosse o Presidente Lula, evitaria fazer visitas dessa cor. Um fumante não deveria ir inaugurar um hospital que cuidasse do antitabagismo e de suas vitimas. É uma opinião pessoal. Nem sei se estou certo de que o que digo deva ser mesmo dito.
Creio no socialismo como forma de governo justo. Creio que ele deve ser democrático. Abomino todas as formas de ditadura. Creio que o futuro não sobreviverá sem maior distribuição de renda. Creio que iremos conseguir limpar o planeta para salvá-lo. Creio no homem transformado e no refortalecimento da Instituição Familiar.
Mas há coisas em que não devemos acreditar, como, por exemplo,  que na ditadura cubana haja nacos de liberdade individual. E, por falar nisso, eis o que nos sobrou como dividendos, por termos uma sociedade livre: os atletas cubanos Rafael da Costa Capote e Michael Fernandez Garcia. Pediram asilo político ao governo brasileiro e o conseguiram. Para quem não sabe, esses dois atletas são cubanos e fugiram de Cuba usando os jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro para efetivarem suas fugas. Posso crer que em Cuba haja cidadania? Em hipótese nenhuma! Muito embora haja os que acreditam piamente no contrário.
Mas findo esta crônica acreditando que os homens tanto podem como devem crescer espiritualmente e mudar de pensamento. Só não sei se foi exatamente esse caminho que os militantes do PT usaram. Tomara! Crescer é bastante salutar! Mas saber o porquê de tantas mudanças e em tão pouco tempo, bem que eu gostaria de saber. Quem sabe?
Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 27/10/2007
Código do texto: T711927
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulino Vergetti Neto
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 59 anos
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Paulino Vergetti Neto

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