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Saudade virtual, saudade incógnita

    Desconhecida envia mensagem desejando saber se Tércio Pinto sou eu. Em sendo Tércio Pinto teria ligado para o Sr. Bewltrano  e chamado a madame  para um trote na condição de Tércio Pinto nos idos de1985.  Tércio Pinto teria empregado o sobrenome para maliciosa gaiatice. Puro desrespeito para com m mocinha evangelizada.   Desejo revelar que não me chamo Tércio Pinto e que tal fato jamais combinaria comigo caso empregasse meu nome próprio para tal finalidade, utilizando pista tão cabal, pois me chamo Tércio; mas meu sobrenome não é Pinto.  E mesmo que fosse Pinto! Há milhões de pessoas que não dão trote com o nome Pinto. Gente ilibada e da mais alta estatura. Grandes amigos.   Ledo engano ou montagem porque não sou o único a ter esse bom  nome no mundo. Seria de um moralismo regressivo, bobo, ler algo de impróprio no nome próprio. (Risos).  Presumimos então que mocinhas evangelizadas mal podem ouvir o nome Pinto, o que deve ser tremenda brincadeira de mau gosto. O amigo Bráulio que o diga.
     Quero dizer também que meu nome sem acento é empregado várias vezes assim por adaptação a linguagem de máquina e nem por isso revela qualquer outra intenção.   Mas não era isso que eu tinha a patentear hoje. Meu assunto reporta a saudade virtual. É bacana quando recebemos  uma mensagem exprimindo o quanto já existe saudade virtual. Saudade virtual presente na relação de amizade que podemos manter com pessoas desconhecidas. Pessoas que se tornam familiares no manuseio da comunicação em voga. Confesso que sinto uma rara exultação sobre essa exótica saudade. Das manifestações de apreço me parece inteiramente moderna, moderníssima, como quem retorna a casa na manhã mais pura, após longos anos de distanciamento, revendo fisionomias modificadas pelo clarão do tempo. Claro que a mesma vida que nos premia logo após nos multa, mas isto é já outra história. O fato é que sempre estou disposto a esclarecimentos, porém fico um pouco perdido quando tenho que responder sobre saudades virtuais. Ficamos com vontade de nos deslocar para agradecer carinhosamente. Com aquele respeito devido às pessoas que nos engrandecem com lições afetivas. A lição emocional para o trato das inter-relações de máquina ainda é tarefa diplomática pedagógica que merece atenção especial no emprego das telecomunicações interativas.
       Um livro ético de como responder com sobriedade. Nova matéria escolar com cadeira específica.  Especular sobre  dificuldades de erro no uso da linguagem escrita e a interpretação que qualquer um pode dar sobre o assunto  gera  um novo e tremendo desafio.   No fundo quando o critério é positivo dá vontade de responder a saudade dizendo: já estou chegando aí! Ocorre que na maior parte das vezes o teatro verbal é sem endereço, podendo ocorrer abusos, o que torna a saudade ainda mais incógnita.

Tércio Ricardo Kneip
Enviado por Tércio Ricardo Kneip em 27/10/2007
Reeditado em 29/10/2010
Código do texto: T712039
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Tércio Ricardo Kneip
Santa Vitória do Palmar - Rio Grande do Sul - Brasil, 55 anos
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