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CALDO DE BILA





CALDO DE BILA

“O quadro de tuas obrigações te parece duvidoso, com vistas à possível execução dos deveres que a vida te designa no erguimento do bem, fornecendo a impressão de iminente  insucesso. Entretanto, se quiseres servir, colherás novos contingentes de auxílio  verás frutescer em triunfo às flores que te pendem dos projetos edificantes.” ( Emmanuel).


Costumamos usar o jargão popular, “mais fraco do que caldo de bila”, quando uma instituição não é bem dirigida, uma agremiação está em apuros financeiros e um governo não vai bem das pernas. O jornal O Povo em seu caderno Política datado de 27 de outubro de 2007, traz em seu bojo a manchete: Cid Gomes diz que há corrupção na Polícia Militar. “Em entrevista divulgada dia 26/10/2007, pelo Portal G1, o governador afirmou que há corrupção na Polícia Militar e que o episódio recente do furto de fuzis foi um ato de “provocação”. De quem senhor governador partiu a provocação? Dê nome aos bois se quiseres usar a ética como manda o figurino dos bons governantes. Prometeu uma transformação total na Segurança Pública, com a implantação da malfadada “Ronda do Quarteirão”, nome cafona para quem ansiava ser eleito e realizar um excelente governo. Esqueceu a autoridade maior do Ceará, que os governadores anteriores ao seu mandato, sempre deixaram os cofres públicos arrasados e aniquilados e com muitas dívidas a serem sanadas. Nesse burburinho todo, sempre quem saem perdendo são os estropiados barnabés estaduais. Dizer que existe corrupção na Polícia Militar é esquecer os acontecimentos macabros e tenebrosos dos mensalões, das máquinas caça-níqueis, do valerioduto, do superfaturamento das ambulâncias, dos anões do orçamento. Das compras de votos, do tráfico de influência, das licitações viciadas, das mudanças de partidos ( infidelidade partidária), do jogo do bicho que é contravenção penal e funciona abertamente no Ceará com Banco e tudo. Das dívidas do Banco do Estado do Ceará que recrudesceram depois da federalização do mesmo e a privatização. A Teleceará transformada em “OI”, a montadora Gurgel que tomou a condição de natimorto. O nosso banco hoje é o Bradesco. Da privatização da Coelce ( Companhia de Eletrificação do Ceará) cujo dinheiro tinha um destino certo, a Previdência do Estado. Aliás, onde está a previdência? Estamos cientes que o governo desconta milhões de nossos míseros salários e a saúde continua em estado de letargia.
Governador Cid Gomes não queira denegrir a imagem de uma instituição pelo ouvi dizer ou pela desconfiança. Lembre-se, que ninguém pode ser condenado sem processo transitado em julgado. Talvez V. Excia esteja perdido e ainda não tomou conhecimento e mal assessorado, visto que o sucesso de qualquer governo está na qualidade dos assessores. Se o senhor acha que existe corrupção dentro da PM mande fazer uma apuração rigorosa e puna os responsáveis, mas também verifique dentro de seu escalão governamental quem não esteja dando no couro e substitua.  É assim que age um bom governante. Olha, afirmar que a segurança está em estado neoplásico, é não ter consciência da verdade. Senão vejamos: “ Pelo que estabelece a ONU ( Organizações das Nações Unidas) o efetivo das polícias está totalmente defasado, visto que Fortaleza cresceu e o número de policiais é o mesmo de 1972. Hoje deveríamos está com 29.000 policiais. Será que V. Excia vai completar esses claros com homens treinados, bem pagos, com bons aquartelamentos, viaturas com sistemas de computação, armas pesadas. Duvidamos! O policial como cicerone do Estado deveria morar em local condizente com a função que exerce e não em favelas convivendo com marginais. Nada contra quem mora em favelas, pois lá residem pessoas de bem e de caráter. O famigerado reajuste diferenciado que foi dado aos professores e policiais não foi o esperado e houve casos em que funcionários ficaram com o salário bem menor.  O governo das mudanças deixou uma herança maldita para nosso Estado, as obras faraônicas inacabadas, que  até a presente data nenhuma delas foi concluída. A tão sonhada refinaria foi furtada por Pernambuco.
A força política do Ceará onde fica? A siderúrgica é outro sonho, diremos outro pesadelo.  O problema do Ceará é no topo, no ápice da pirâmide e não embaixo. Os que lá estão, sofrem as conseqüências das péssimas ingerências políticas em favor do social. No lugar da “Ronda do Quarteirão” divida Fortaleza em áreas e construa Distritos Modelos diferentes dos que aí estão. Nesse distrito modelo, além de policiais civis e militares, uma guarnição do Corpo de Bombeiros. Viaturas, motos, bicicletas, ambulância, homens bem treinados para manter contato amistoso com a população. Um delegado de plantão e um oficial superior da PM como coordenador, bem como um juiz para decidir a sentença in loco. Serviria de contributo para diminuir a burocracia e desafogar o judiciário cearense. Um sistema de comunicação bem estruturado e computadorizado, anotando as ocorrências e selecionando-as para que o juiz possa dar sua sentença. Faz-se necessário um defensor público, pois todos nós temos o direito de defesa. Façam isso e depois tirem as conclusões. Procurem descobrir onde se aninham as mazelas do governo, para depois não serem participes da história da política cearense como o governo  “dos fracos como caldo de bila”. Ainda é tempo. Ação e atitudes sensatas.  Procurem dizimar as causas, pois combater os efeitos indesejáveis, só prejuízos serão somados a administração atual. Pensem nisso! Enquanto a vida há esperanças. E o povo anseia no dia-a-dia essa esperança benfazeja. Mãos a obras.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ACADÊMICO DA ALOMERCE
Paivinhajornalista
Enviado por Paivinhajornalista em 30/10/2007
Código do texto: T716103
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Sobre o autor
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Fortaleza - Ceará - Brasil
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