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As asas que a consciência me deu
 

Às vezes é no céu que busco por respostas e,
observando uma andorinha que passava
encontrei-me seguindo-a com os olhos fixos.

Inebriada com o seu vôo exuberante,
entreguei os meus pensamentos para um passeio
além do horizonte.

No mais delicado revoar
pousou ela, entre os galhos de uma árvore florida,
fazendo-me notar que já entrara a primavera.

Então a ela perguntei: 
- andorinha, o que fazes sozinha, não deverias estar entre bando?

Ela me respondeu no mais sutil pipilar:

- Não é necessário andarmos em bando para nos fazermos notáveis,
podemos ser vistos, mesmo voando sozinhos.

- E lembre-se: é importante resgatar a confiança e a auto-estima
para que seu cântico chegue a todos os corações de forma harmoniosa,
tornando-a eternamente admirada em seu vôo pela vida.

De repente o céu azul voltou-me aos olhos,
ocultei a mulher chorosa que vivia em mim,
ganhei asas e sobrevoei as nuvens obscuras do meu ser.

Do alto pude sentir na alma a leveza

dos pássaros e, pude ver toda a beleza
que lá embaixo aguardava ansiosa por mim.

Livre dos anseios, a vida voltou-me a sorrir
devolvendo-me a segurança do voar sozinha,
sem lamentar a ausência do meu bando...

Marta Rodriguez
Enviado por Marta Rodriguez em 31/10/2007
Reeditado em 11/01/2009
Código do texto: T718267

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Sobre a autora
Marta Rodriguez
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Marta Rodriguez