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NOSSA NAU


NOSSA NAU

“Nos dias de temporal, por dentro do coração, refugiemo-nos no santuário da prece. A prece é força da vida ao nosso dispor; por ela, anjos e homens se encontraram, facilitando-nos a comunhão com Jesus para a execução de nossas tarefas”. (Carlos Augusto).

“Somos jardineiros, colhendo rosas no espinheiral, semeadores compelidos à lama da Terra, a fim de que a nossa lavoura produza para o bem, e operários da Luz, - constrangidos a sofrer assédio da sombra para que a nossa tarefa se faça proveitosamente cumprida”. A sombra é daninha, nos entristece, deixa-nos preocupados e ansiosos por uma luz ‘diamantizada’ que venha dos céus.  “A vida tem uma série de componentes, é feita de muitas partes. Não pode ser diferente do que é. Por isso, temos de conviver com essas muitas partes, com todos os componentes”. Todas essas nuanças fazem parte de nossa nau, que vai navegando todos os dias em busca da felicidade, do amor e do perdão. Muitas vezes as ondas tenebrosas brotam em nossos caminhos e tornam-se verdadeiros pusilânimes a nos aterrorizar no dia-a-dia de nossas visas. Um vendaval de violência e terror nos atormenta e o medo passa a conviver nos lares das mais nobres famílias. As mais carentes e menos aquinhoadas já estão em regime de obsessão e agonia, pois a semente daninha cresce com mais vigor na periferia. Estamos à procura de um porto seguro, porém a corrente marinha não nos permite encontrá-lo. De rajadas em rajadas a nossa nau vai deslizando, a cata de seus benfazejos objetivos. Jesus já afirmava que os pequenos possuirão a Terra, mas por enquanto, os grandes a dominam. Estamos envolvidos por pesadas vibrações e a negatividade campeia no país. No trabalho, em casa, às vezes no conforto com os familiares, no bom ânimo, com grande senso de humor, isentos de qualquer perturbação e para que não dizer felizes, e no repente do destino uma “bala perdida” vem roubar a cena transformando a claridade em escuridão.
Essas brumas nos perturbam é preciso muito controle mental. Hoje 180 milhões de corações palpitam descompassados nas grandes e pequenas cidades, em busca da caridade, da felicidade, querem somente a tranqüilidade para amainar os nervos e o direito de viver tranqüilo que é constitucional e sagrado. Será que podemos? “ Eu venho de longe, eu sou do sertão, sou Pedro; sou Paulo, Maria e João,  eu sou brasileiro, mas sou estrangeiro, lutei pela pátria e ganhei cativeiro. E agora me digam, se eu tenho direito, se eu sou cidadão, ou por Deus não feito? Eu faço a cidade e não moro; me arranjo plantei  e  colhi, mas não como, sou anjo, eu venho  da terra sem distribuição, eu sou do cansaço, sem compensação. ( Lamento Nativo, cântico das CEBS- Comunidades Eclesiais de Bases). Um clarão de longe é visto, com sol belo e bonito é o porto seguro que almejamos, lá encontraremos a paz, a felicidade, o amor e o perdão. Com certeza hoje em dia a alegria dura pouco, não nos deixa “molhar o bico”, meios tristonhos nos sentimos, pois foi o sonho que de relance passou em nossas vidas. De uma coisa temos certeza que o reino dos Céus está dentro de nós, e que o Grande Pai reside em nossas consciências. Não impeçam que a nossa felicidade seja real e alvissareira e que um dia a paz retornará com força altaneira.


ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ALOMERCE
Paivinhajornalista
Enviado por Paivinhajornalista em 01/11/2007
Código do texto: T719173
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
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Fortaleza - Ceará - Brasil
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