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É fácil falar

Olha, qualquer dia desses eu ainda sento a mão em mais alguém que me virar e falar “foi sorte!”. De onde arrancaram essa palavra cretina? Pelo amor de Deus, a sorte não existe, nem para os ganhadores de loteria.
Me dê um exemplo de sorte...tudo bem eu não te ouvi, mas vamos supor que você tenha dado esse exemplo: uma menina de 18 anos que foi encontrada por uma agência de modelos na rua e hoje ela se prepara para ser a nova Gisele. Sim, foi sorte. Não, não foi sorte nenhuma. Se essa agência a parou no meio da rua, significa que viram nela uma modelo de sucesso.
Poxa vida, nós trabalhamos tanto, batalhamos, damos o nosso melhor, aí quando conseguimos subir para onde queremos sempre ouvimos “foi sorte”. Já já eu lhe mostro onde você vai enfiar essa sorte, viu?
Pra mim isso é puro despeito. Ninguém vê o nosso esforço. Nós suamos, descemos e subimos, gritamos feito loucos, rasgamos e colamos, pulamos e paramos o trânsito. Sentimos que podemos ser tudo e há dias que você não quer ser mais nada. Há alguns momentos que você se xinga a vontade e pensa em desistir em torno de milhões de vezes. Aí no outro dia, acordamos rindo de nós mesmo, pensando em quanto fomos ridículos pensando de tal forma.
Aí, quando desencanamos, acontece tudo o que queríamos. Subimos de cargo, o salário aumenta, sanamos as dívidas, gravamos um videoclipe, aparecemos na televisão e somos capa de jornal. De repente me aparece um “zé ninguém” e diz: “foi sorte!”.
E você? Acredita na sorte ou em Deus? Até mesmo para os ateus de plantão, a sorte é furada, ela não existe. Crianças não façam isso em casa. Sorte é um nominho que não deveria existir. Se você leu esse texto e gostou e acha que um dia eu posso crescer como escritor, vai ser pura sorte.

Gustavo J. Barreto
Gustavo J Barreto
Enviado por Gustavo J Barreto em 04/11/2007
Código do texto: T722995
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Gustavo J Barreto
Mauá - São Paulo - Brasil, 28 anos
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Gustavo J Barreto